Palmeiras tem que ser fiel ao seu estilo para vencer a Libertadores, diz Abel Ferreira

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O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira (esq.), e o volante Felipe Melo conversam no campo do Maracanã em 29 de janeiro de 2021 no Rio de Janeiro, na véspera da final da Libertadores contra o Santos

O Palmeiras tem que ser fiel ao seu estilo de jogo para vencer o Santos neste sábado no Maracanã e conquistar sua segunda Copa Libertadores, disse o técnico Abel Ferreira nesta sexta-feira.

"Temos de ser fiéis à nossa forma de atacar, de defender. Não há outra forma, é a nossa identidade. O que nos guia é a bola quando a temos e quando não a temos", disse o treinador português em uma coletiva de imprensa no estádio no Rio de Janeiro.

"Do outro lado vai ter um rival que vai querer tanto quanto nós. Que no final possamos seguir o plano de jogo e no final sejamos vencedores. É um jogo só, nosso objetivo além de chegar (à final) é chegar e ganhar".

Aos 42 anos, Abel Ferreira fará sua primeira final como técnico, na qual tem a oportunidade de se tornar o terceiro europeu a vencer uma Libertadores, depois do compatriota Jorge Jesus (Flamengo, 2019) e do croata Mirko Jozic (Colo Colo, 1991).

"É uma oportunidade única, uma honra estar aqui. O Maracanã significa o templo do futebol", disse o treinador.

O português desembarcou em São Paulo em novembro para substituir o Vanderlei Luxemburgo. De lá para cá, o time engrenou e agora luta por três títulos: Libertadores, a Copa do Brasil (torneio em que vai enfrentar o Grêmio na final) e o Brasileirão, embora neste último tenha poucas chances.

"Trabalhamos muito para chegar até aqui. Posso dizer que estamos prontos. Não posso dizer o que vai acontecer no final, não sou mágico. Nós sabemos o que temos de fazer. Essa é a nossa certeza, a nossa confiança. É isso que vamos procurar, desde o começo, colocar em prática o que sabemos fazer, que é jogar em alto nível", garantiu ele.

Abel Ferreira não confirmou a escalação, embora o Palmeiras deva utilizar uma formação semelhante à que eliminou o argentino River Plate nas semifinais.

"É um orgulho para mim jogar e estar na final de uma Libertadores. É um sonho de todo jogador. Poucos jogadores chegam. É um orgulho. Quando cheguei aqui meu maior sonho era esse: tentar chegar a uma final e poder conquistar o título".

O capitão vai comandar um Verdão que não sofreu desfalques recentes no elenco e que buscará seu segundo título da Libertadores após o de 1999, quando derrotou o Deportivo Cali da Colômbia.

A terceira final brasileira da Copa Libertadores será disputada sem público devido à pandemia de coronavírus.

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