Palmeiras supera o Boca e conquista inédita taça da Libertadores Feminina

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em sua primeira participação na Copa Libertadores Feminina, o Palmeiras faturou nesta sexta-feira (28) o inédito título da competição. A equipe alviverde venceu o Boca Juniors (ARG) por 4 a 1, na final em partida única disputada no estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador.

Ary Borges, Byanca Brasil, Poliana e Bia Zaneratto marcaram os gols que garantiram a festa do time brasileiro.

A conquista palmeirense coroa a retomada do futebol feminino no clube, que teve início em 2019 após um hiato de sete anos sem a categoria. Desde o retorno, a equipe paulista venceu a Copa Paulista duas vezes, em 2019 e 2021, e foi vice do Brasileiro (2021).

Com o título alviverde, o Brasil amplia sua hegemonia na Libertadores Feminina. Agora, são 11 troféus do país em 12 edições. Corinthians (2017, 2019 e 2021) e São José (2011, 2013 e 2014) têm três títulos cada. Já Santos (2009 e 2010) e Ferroviária (2015 e 2020) têm dois. E agora o Palmeiras se junta ao grupo.

Já a Argentina buscava com o Boca a primeira conquista no torneio, na sétima participação do clube. O vice do time argentino mantém o Atlético Huila, da Colômbia, como o único clube não brasileiro a vencer a competição.

Na primeira final de Palmeiras e Boca, as brasileiras pareciam mais à vontade quando a bola rolou. Tanto que, aos 4 minutos, Ary Borges abriu o placar. Ela ficou com a sobra após cobrança de falta e finalizou de primeira.

As argentinas, porém, não sentiram o golpe. Pelo contrário, a reação não demorou. Aos 14 minutos, Brisa Priori conseguiu achar o empate, após contra-ataque. E faltou pouco para a virada seis minutos depois, no lance em que Yamila Rodríguez acertou a trave, finalizando de chapa.

O time brasileiro estava nervoso. Era uma postura bem diferente do que apresentou até chegar à decisão, quando obteve 100% de aproveitamento, com cinco vitórias, 15 gols marcados e somente dois sofridos.

O Boca, por sua vez, apresentava o mesmo ímpeto que teve, principalmente, no mata-mata, quando bateu nas quartas de final o Corinthians e depois superou o Deportivo Cali, na semi.

O Palmeiras teve um caminho mais fácil até a final. Na fase anterior, superou o América de Cali. Antes, nas quartas, havia derrotado o Santiago Morning. Na fase de grupos, obteve triunfos contra Liberdad Limpeño, Independiente Dragonas e Universidad de Chile.

Depois do intervalo, as brasileiras voltaram com a mesma pegada que tiveram nesses jogos, buscando o ataque de forma mais organizada e explorando jogadas pelo alto. Deu certo.

Byanca Brasil voltou a colocar as brasileiras em vantagem logo no início do segundo tempo. Aos quatro minutos, ela marcou de cabeça.

Foi também pelo alto que pouco depois, aos 13, Poliana marcou o terceiro do Palmeiras e deixou a equipe em uma situação mais confortável para controlar o jogo até garantir a taça. Antes do fim, ainda houve tempo para Bia Zaneratto marcar o quarto e fechar a conta.