Palmeiras se assusta com proposta do Grêmio a Tardelli

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<em>Atacante tem em mãos oferta que pode chegar a R$ 39 milhões em três anos (Fred Lee/Getty Images)</em>
Atacante tem em mãos oferta que pode chegar a R$ 39 milhões em três anos (Fred Lee/Getty Images)

Preocupado com os boatos de que pode perder Borja para a China, o Palmeiras sondou no fim de semana os representantes de Diego Tardelli, a fim de entender sua pedida – o centroavante está livre desde 21 de janeiro, quando se encerrou o contrato com o Shandong Luneng, da China. E a primeira impressão alviverde é de que os valores na mesa estão muito altos.

O Verdão ouviu do staff de Tardelli que o Grêmio está disposto a pagar R$ 34 milhões fixos e outros R$ 5 milhões variáveis para assinar por três temporadas. Excluindo os bônus, que seriam pagos de acordo com metas, os R$ 34 milhões equivalem a R$ 871 mil mensais.

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Se Tardelli conseguisse todos os variáveis, alcançaria os R$ 39 milhões, que lhe garantiriam vencimentos de R$ 1 milhão por mês pelo contrato de três anos – a conta inclui o 13º salário dos anos de 2019, 2020 e 2021.

O Atlético-MG, clube com o qual Tardelli tem enorme identificação, apresentou números inferiores e um vínculo mais curto, de duas temporadas. Sem a ajuda do BMG, novo patrocinador, o Galo só consegue chegar a R$ 500 mil mensais. O presidente atleticano Sérgio Sette Câmara tenta convencer o BMG a bancar outros R$ 300 mil, para chegar a R$ 800 mil mensais.

O Blog apurou com uma pessoa próxima ao atacante que não motivos para pressa. Até porque a janela na China só fecha em 28 de fevereiro e ele usa ofertas do exterior para pressionar os brasileiros a cederem em relação aos números exigidos. Enquanto defendeu o Shandong Luneng, ele recebeu cerca de R$ 2 milhões mensais de salário.

Sem oferta: O Palmeiras também assegura que não recebeu qualquer notificação do Shanghai Shenhua a respeito do interesse em Borja. Apesar disso, entre os empresários brasileiros com bom trânsito na China, há a convicção de que os chineses farão uma proposta oficial em breve de € 6 milhões (R$ 25,4 milhões). 

Tais cifras, certamente, serão recusadas pelo Palmeiras, que exigiria na pior das hipóteses recuperar os R$ 33 milhões investidos há pouco mais de dois anos. Importante: tal dinheiro foi obtido pelo Verdão junto à Crefisa e, por contrato, precisa ser devolvido depois da venda do atleta – o clube tem dois anos para reembolsar a parceira. Se vender por menos de R$ 33 milhões, o prejuízo é alviverde.

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