Palmeiras recusou propostas por Mina, Vitor Hugo e Roger Guedes em 2017

Jorge Nicola
Mina, Vitor Hugo e Roger Guedes estiveram na mira de Milan, Fiorentina e Zenit (Cesar Greco/Ag. Palmeiras)

Virou tradição nos últimos anos: o campeão brasileiro sofre um desmanche graças a propostas de clubes do exterior. O Cruzeiro de 2014 e o Corinthians estão aí para provar. Já o Palmeiras correu esse risco depois de perder Gabriel Jesus para o Manchester City. Mas parou por aí graças à intervenção da diretoria, que recusou propostas neste ano por Mina (do Milan), Vitor Hugo (da Fiorentina) e Roger Guedes (do Zenit).

O Palmeiras admite as ofertas, mas prefere não confirmar os clubes que se interessaram, a fim de evitar uma valorização ainda maior dos atletas. “Quanto menos se falar sobre o assunto, melhor. Se não, o jogador pede aumento”, diz, em tom de brincadeira, um diretor ouvido pelo Blog.

Sondado por clubes da Alemanha e de Portugal, Vitor Hugo recebeu proposta oficial da Fiorentina. Os italianos topavam pagar até R$ 27 milhões, quatro vezes e meio e mais do que o Verdão gastou, com a ajuda da Crefisa, para comprá-lo do América-MG.

Já Mina foi alvo do Milan, mas as conversas foram interrompidas logo após a primeira oferta italiana. Alexandre Mattos e Eduardo Baptista entendem que a permanência do colombiano é fundamental para a briga pelo título da Libertadores e não quiseram prolongar a negociação com medo de o Barcelona exercer sua prioridade. Mattos, inclusive, foi à Catalunha a fim de adiar para agosto de 2018 a preferência do Barça.

Por sua vez, Roger Guedes era especulado no fim do ano passado por Inter de Milão e Sevilla. Mas quem apareceu realmente com uma proposta por escrito foi o Zenit, da Rússia. A oferta: R$ 27 milhões por 100% dos direitos econômicos. O Verdão pediu tal valor apenas por sua parte, de 25%. Procurado pelo Blog, Paulo Pitombeira, que cuida da carreira de Roger, não retornou as ligações.

Preocupado com o assédio, o Palmeiras acertou em janeiro um novo contrato com o atacante. O vínculo segue válido até março de 2021, mas houve um bom reajuste salarial.

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