Palmeiras recusa usar patch com logo de concorrente da Crefisa nas quartas do Paulistão

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Escudeto do Paulista-2019, que cita a Sicredi, concorrrente da Crefisa
Escudeto do Paulista-2019, que cita a Sicredi, concorrrente da Crefisa

Os jogadores do Palmeiras não usarão nas camisas o patch confeccionado pela Federação Paulista de Futebol para as quartas-de-final do Paulista-2019, o blog apurou. O Palmeiras disputa neste sábado (23), a partir das 17h, a primeira perna da fase com o Novorizontino.

O motivo é que a imagem do patch cita Sicredi, uma instituição do setor financeiro, que acaba de fechar com a Federação Paulista de Futebol um contrato de naming rights para o Paulista. O Palmeiras é patrocinado pela Crefisa, empresa da área de empréstimos pessoais.

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A tendência é que o Corinthians, patrocinado pelo banco BMG, também entre em campo sem o patch em sua partida de quartas-de-final com a Ferroviária, no domingo à noite.

Os contratos de patrocínio, em alguns casos, incluem uma cláusula que proíbe a utilização e divulgação de uma marca de um concorrente da patrocinadora.

Porém o relacionamento entre a FPF (Federação Paulista de Futebol) e o Palmeiras já está estremecido desde a decisão do Paulista de 2018, no início de abril do ano passado.

O presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, declarou à época que o clube teria sido prejudicado pela entidade pois entendeu que houve interferência externa na arbitragem, que voltou atrás na marcação de um pênalti sofrido pelo atacante Dudu.

Desde então, o Palmeiras tem repetidamente sido ausência em eventos da FPF, como os congressos técnicos. Nesta quinta-feira (21), o clube foi o único a não enviar representante na reunião que definiu data e local das partidas de quartas-de-final do Estadual.

Da parte da federação não há obrigatoriedade no regulamento de que os jogadores utilizem o patch. Por isso mesmo, não há punição prevista para quem se recusar a usar. Trata-se de uma forma de “marcar” nos uniformes que o clube participou de uma determinada fase da competição a partir das quartas-de-final. Fifa, Conmebol e CBF também adotam a prática.

Nos últimos anos, o patch trazia a marca da fabricante de bebidas Itaipava, que havia fechado contrato de naming rights com a FPF para o Paulistão.

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