Palmeiras promete zerar dívida com Paulo Nobre até dezembro de 2018

Jorge Nicola
Desaparecido do Palmeiras desde a saída da presidência, Nobre postou foto na Muralha da China////////

A dívida do Palmeiras com o ex-presidente Paulo Nobre, que chegou a superar os R$ 200 milhões, não existirá mais no fim do ano que vem. Pelo menos essa é a promessa do atual mandatário alviverde, Maurício Galiotte. Depois de devolver mais R$ 3 milhões a Nobre durante o mês de fevereiro, o Palmeiras deve hoje aproximadamente R$ 63 milhões.

“Vamos pagar tudo ao Paulo Nobre até dezembro de 2018”, promete Jesse Ribeiro, vice-presidente e braço direito de Galiotte.

O Palmeiras já repassou R$ 46 milhões ao ex-presidente nos dois primeiros meses do ano. Em janeiro, Galiotte decidiu utilizar boa parte do prêmio pela assinatura do contrato com o Esporte Interativo para acabar com um dos dois empréstimos pendentes. Foram R$ 43 milhões pagos de uma só vez. A quitação dará um respiro importante ao fluxo de caixa alviverde, já que eram gastos R$ 400 mil por mês apenas com os juros da dívida.

Pelo acordo firmado entre Palmeiras e Paulo Nobre, o outro montante, na casa dos R$ 63 milhões, será pago com o desconto de 10% da receita do clube mensalmente. Mas Galiotte está convencido de que é capaz de zerar essa pendência bem antes do prazo estipulado.

O ex-presidente começou a colocar dinheiro logo no primeiro mês de sua gestão, em janeiro de 2013. Inicialmente, ele foi avalista de empréstimos bancários. Mas logo percebeu que a operação sairia bem mais cara ao Palmeiras e decidiu emprestar seu próprio dinheiro, com juros bem inferiores aos praticados no mercado.

Em 2015, a fim de ajudar no abatimento da dívida, Nobre tomou para si os direitos econômicos dos argentinos Tobio, Mouche, Allione, Cristaldo, além do brasileiro Leandro e do paraguaio Mendieta. Com a manobra, foram R$ 40 milhões a menos de débito. Além dos R$ 200 milhões, Nobre ainda doou mais de R$ 10 milhões que bancaram a conclusão das obras na Academia de Futebol.

Porquinho cheio: O Palmeiras registrou recorde de receita na temporada passada: foram R$ 477,5 milhões. A maior parte desta quantia é da TV: 27%. Na sequência, aparecem patrocínio e bilheteria (cada uma com 19%), venda de atletas (11%), sócio-torcedor e sede social (9% cada) e licenciamento de arcas (2%). Outras entradas totalizaram 4%.

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