Palmeiras manifesta indignação e revolta com punição ao Peñarol

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Em nota oficial assinada pelo presidente Maurício Galiotte, o Palmeiras manifestou sua indignação com a Conmebol, nesta sexta-feira (19). O clube entende que a entidade foi "míope" ao aplicar a punição ao Peñarol-URU por causa da confusão realizada no jogo contra o Palmeiras, em Montevidéu.

"O sentimento é de total indignação e revolta com a falta de critério adotada pela Conmebol em relação às punições aplicadas para os dois clubes e seus atletas", publicou Galiotte.

O Palmeiras entende que o Peñarol armou uma emboscada e por isso é vítima da confusão. Foi isso que o clube alegou em sua defesa, mas foi punido e terá que ficar três jogos sem torcida visitante. O clube uruguaio perderá a presença da torcida em um jogo como mandante. E esta partida será contra o Jorge Wilstermann, na próxima semana, um duelo que não vale nada para o time uruguaio, já eliminado.

No final da nota o Palmeiras reforçou que vai entrar com recurso para contestar a decisão da Conmebol, inclusive a respeito da punição a Felipe Melo. O clube também entende que foi exagerada a suspensão por seis jogos para o volante, que agrediu um adversário durante a confusão. O Palmeiras também alegou que ele só se defendeu. 

"É inaceitável que um atleta do Palmeiras seja punido por ter se defendido de uma tentativa clara de agressão e que sua torcida, que foi claramente acuada, agredida e alvo de manifestações racistas, seja impedida de acompanhar o time na competição", alega o clube em nota.

O Palmeiras venceu os dois jogos contra o Peñarol e está perto da classificação para a fase de grupos - vai avançar até com derrota por um gol de diferença em jogo contra o Atlético Tucumán-ARG, na próxima quarta-feira, em São Paulo, às 21h45 (de Brasília).

Veja a nota oficial do Palmeiras na íntegra:

Tendo em vista a definição e divulgação dos julgamentos da Conmebol sobre os incidentes relacionados à partida contra o Peñarol, a Sociedade Esportiva Palmeiras vem a público esclarecer que:

1 – O sentimento é de total indignação e revolta com a falta de critério adotada pela Conmebol em relação às punições aplicadas para os dois clubes e seus atletas.

2 – Beira o escárnio o entendimento que o Peñarol, clube responsável pela segurança da partida e que não cumpriu com sua função, receba uma pena menor do que a do Palmeiras, cujo time e torcida foram vítimas de uma clara e evidente emboscada, além de outros crimes. Vale lembrar que, a despeito do clima tenso, a segurança feita no Allianz Parque por quase 600 profissionais foi capaz de zerar qualquer tipo de incidente no jogo de ida contra o Peñarol, ao contrário dos ínfimos e despreparados 60 seguranças particulares contratados pelo clube uruguaio para o jogo de volta. 

3 – O Comitê Disciplinar da Conmebol, de maneira míope, preferiu apontar sua avaliação baseada nas consequências e não nas causas dos acontecimentos.

4 – O Palmeiras reitera o que tem afirmado desde o primeiro momento ainda no estádio em Montevidéu: o clube e seus jogadores são vítimas e não causadores dos incidentes após a partida. Provamos para a Conmebol, através de um vasto conjunto de vídeos, fotos e depoimentos, o que realmente aconteceu naquele jogo. Pelo resultado do julgamento, parece que critérios técnicos não foram levados em consideração, o que é completamente inadmissível e incoerente. É inaceitável que um atleta do Palmeiras seja punido por ter se defendido de uma tentativa clara de agressão e que sua torcida, que foi claramente acuada, agredida e alvo de manifestações racistas, seja impedida de acompanhar o time na competição.

5 – O Departamento Jurídico do Palmeiras está preparando recursos contestando as punições aplicadas ao jogador Felipe Melo e ao clube e os apresentará à Conmebol no início da própria semana.

6 – A Sociedade Esportiva Palmeiras vai buscar fazer justiça. O clube não admite outro posicionamento do Comitê Disciplinar da Conmebol que não seja a revisão de sua decisão e o julgamento do assunto levando em consideração apenas critérios técnicos.