Palmeiras estuda reconhecimento facial para torcedores em 2023

Iniciativa do Palmeiras visa acabar com esquema de cambismo que é muito criticado por torcedores.
Iniciativa do Palmeiras visa acabar com esquema de cambismo que é muito criticado por torcedores. Foto: (Alexandre Schneider/Getty Images)

Visando acabar com os esquemas de cambismo que prejudicam os torcedores em dias de jogo no Allianz Parque, o Palmeiras estuda implementar o recurso de reconhecimento facial para que os torcedores possam acessar o estádio a partir do próximo ano. Inicialmente, testes serão feitos na sede social do clube alviverde até que o sistema se mostre seguro para ser utilizado nas catracas do estádio.

Atualmente, o acesso ao Allianz Parque se dá por um código de barras gerado aos compradores de ingresso pela Internet três horas antes do início das partidas. A iniciativa seria pioneira na América do Sul e empolga a diretoria palmeirense, que se vê incomodada com a revenda de ingressos nos jogos como mandante.

Leia também:

Ex-presidente do Palmeiras foi intimado a depor em caso de cambismo

O ex-presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, foi intimado pela Polícia, há duas semanas, a prestar depoimento no inquérito que investiga a ação de cambistas envolvendo partidas de futebol no Allianz Parque. Contursi, que foi mandatário do clube alviverde entre os anos de 1993 e 2005, é um dos conselheiros do Verdão que serão ouvidos pelas autoridades policiais. O nome do ex-presidente do Palmeiras surgiu após a Folha de São Paulo revelar em reportagem que na operação da polícia contra a venda ilegal de ingressos na partida contra o Athletico Paranaense, válida pela volta das semifinais da Copa Libertadores da América, onde o Palmeiras acabou eliminado, um dos ingressos apreendidos com os cambistas tinha o nome de Mustafá e sua posição no estádio: sua cadeira cativa no setor Central Oeste.

A Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), de acordo com a reportagem do ge, pretende ouvir Mustafá Contursi não como investigado, mas, sim, como parte do inquérito do processo. No ano de 2017, o ex-presidente foi acusado de repassar um lote de ingressos da Crefisa, cerca de 70 bilhetes destinados a outros conselheiros e convidados do clube, para outras pessoas não da forma de cortesia, mas como revenda, gerando lucro. Ele chegou a ser condenado no ano de 2020, mas uma decisão divulgada tempos depois o absolveu.