Palmeiras empata com Atlético-MG (1-1) e vai à final da Libertadores

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Dudu comemora o gol de empate do Palmeiras contra o Atlético-MG nas semifinais da Copa Libertadores em 28 de setembro de 2021 em Belo Horizonte (AFP/WASHINGTON ALVES)

O Palmeiras vai defender o título da Copa Libertadores depois de empatar em 1 a 1 com o Atlético-MG nesta terça-feira, em Belo Horizonte, resultado que o levou à final do torneio continental já que havia ficado no 0 a 0 no jogo de ida.

O 'Verdão' comandado pelo técnico português Abel Ferreira conseguiu eliminar um elenco forte e caro graças a um gol de Dudu (68), que esfriou o estádio do Mineirão, para onde entraram cerca de 18 mil torcedores.

O gol do time visitante foi suficiente para que o time paulista se classificasse para sua sexta final de Libertadores. O Palmeiras sonha com o terceiro título na principal competição de clubes da América, após as conquistas de 1999 e 2020.

"Vamos defender o título no dia 27 de novembro [na final em Montevidéu], estamos muito preparados e focados para conseguir esse bicampeonato", afirmu Dudu.

O Galo de Hulk, Ignacio Fernández e Diego Costa - ausente por lesão - saiu na frente com um gol do chileno Eduardo Vargas, mas sofreu com os contra-ataques do Palmeiras, que mais uma vez também contou com o brilho do goleiro Weverton.

O adversário da equipe alviverde na final, que será disputada no estádio Centenário, em Montevidéu, no dia 27 de novembro, sairá do duelo entre o equatoriano Barcelona e o Flamengo, que se enfrentam nesta quarta-feira em Guayaquil. O time carioca venceu por 2 a 0 na ida.

- Weverton gigante -

Mais uma vez, o medo de perder prevaleceu sobre a vontade de vencer, de dar show.

Embora no 'Mineirão' tenha havido, só no primeiro tempo, mais emoções do que em todo o jogo de ida em São Paulo.

Fiel ao estilo do português Abel Ferreira, que levou o time ao bicampeonato da Libertadores em 2020, o Palmeiras aplicou a sua técnica de catapulta: se fechar e depois se soltar e atacar com ferocidade.

Assim, aproveitando a velocidade de Rony, poderia ter aberto o placar no início do jogo (2), mas o chute do atacante foi defendido por Everson. No início do segundo tempo (49), o arqueiro voltou a levar a melhor.

Mais tarde, quando o Galo já havia roubado a posse de bola e o posicionamento, o uruguaio Joaquín Piquerez (25) aproveitou um tiro de meta em profundidade de Weverton. A bomba de pé direito do canhoto passou perto da trave mais distante do goleiro adversário.

Embora o Atlético-MG, como na ida, tivesse a posse da bola, desta vez teve menos intensidade e seus atacantes, sem o lesionado Diego Costa, pareceram mais contidos. Seu cérebro, o argentino Fernández, teve dificuldade para engrenar.

Porém, os donos da casa exigiram que Weverton executasse sua arma preferida: recuperação na área adversária após forte pressão.

O goleiro da seleção evitou o gol ao vencer uma corrida contra Hulk (14) após um erro de Luan e ao defender dois chutes de pé esquerdo de Fernández (45 + 1) e do veterano ex-Porto (48).

- Na luta pelo bicampeonato -

O receio de sofrer um gol, que o obrigaria a marcar dois, diminuiu a habitual fluidez do Galo, que sempre busca o ataque. Até que o time mineiro conseguiu espantar seus fantasmas.

Mariano abriu, da direita, para Jair, que cruzou nas costas dos zagueiros palmeirenses. Vargas, com 1,75 metros de altura, superou de cabeça uma das zagas que melhor defende no jogo aéreo no Brasil.

O chileno, que jogou no lugar de Costa, quase marcou de novo minutos depois, após um passe de Fernández que o deixou de frente para Weverton, mas o goleiro desviou.

Sabendo que um gol acabaria com seu sonho de disputar sua segunda final de Libertadores, o Atlético buscou garantir a vitória, correndo o risco de deixar espaços na retaguarda, situação que Rony explorou, sem sucesso, em duas ocasiões, com um chute que foi desviado e uma defesa de Everson.

O despertar do time paulista deu certo nos pés de Gabriel Veron, que havia entrado pouco antes, e que venceu Nathan no corpo a corpo antes de colocar a bola na pequena área, onde Dudu empurrou para fazer o Palmeiras sonhar com uma nova taça.

Os visitantes resistiram às tentativas do poderoso ataque mineiro, que se chocava repetidamente com a defesa palmeirense e foi dominado pela ansiedade diante da proximidade da eliminação.

"Fizemos uma grande campanha, saímos de cabeça erguida pela campanha que fizemos", disse Mariano após o jogo.

Com pouco brilho, mas eficácia, o Palmeiras agora almeja o sonhado bicampeonato sul-americano.

raa/cl/aam

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