Palmeiras aprende com erros de 2016 e testa estilo 'copeiro' na Libertadores

Thiago Ferri

Depois do título da Copa do Brasil, o Palmeiras iniciou 2016 sonhando alto. Os reforços que chegavam falavam em disputar o Mundial de Clubes, e a Libertadores era o grande alvo do primeiro semestre. Só que as coisas não caminharam como esperado. Eliminado na primeira fase, o Verdão volta à competição tendo aprendido com erros do último ano.

O trabalho na janela de transferências já mostrou a intenção da diretoria de dar experiência ao grupo que terminou como campeão brasileiro. Felipe Melo, conhecido por seu estilo de jogo "copeiro", Michel Bastos, Guerra, o melhor da última Libertadores, e Borja, outro destaque do Atlético Nacional (COL), foram alguns dos reforços com experiência no torneio. Eles se juntam a um grupo que agora "entende" o que é a competição.

- Ano passado fomos entender mais a competição quando tínhamos pouca chance de classificar. Entender o que é jogar Libertadores é saber que não se compara com Paulista ou Brasileiro. Mesmo tendo um time técnico, nem sempre a técnica vai prevalecer. Vai prevalecer o jogo viril, de disputar todas as bolas, pegar campos precários. Claro que não é o caso do jogo de amanhã (quarta), mas às vezes pega estádio pequeno e campo ruim. E tem de usar uma proposta diferente. Ano passado não entendemos isso - explicou Zé Roberto.

Em 2016, o Verdão terminou em terceiro lugar em uma chave que tinha Rosário Central (ARG), Nacional (URU) e River Plate (URU), com oito pontos em seis jogos. No decorrer da competição, o clube trocou o comando técnico: Marcelo Oliveira foi substituído por Cuca. O substituto não conseguiu evitar a queda precoce, mas acabou um jejum de 22 anos no Brasileirão.

Desta vez com Eduardo Baptista, os palmeirenses convivem com uma expectativa ainda maior que a do ano passado. Só que o discurso mudou: em vez de falar em Mundial no fim do ano, os jogadores e comissão técnica só relatam as dificuldades que vão encontrar na Libertadores.

- Até eu caí nessa (de falar do Mundial em 2016). Quando fomos eliminados na primeira fase, faz você refletir que não é assim, vamos com pés no chão. Libertadores é complicado, com time de muito nome ou menos expressão. O respeito temos de ter em todos os adversários. O Tucumán é muito qualificado e temos de ter cuidado. Que este ano a gente consiga a vitória no primeiro jogo, isto traz uma confiança para o restante da fase de grupos. São seis jogos que se somar pontos fora de casa e vencendo em casa você classifica com tranquilidade - completou Edu Dracena.









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