'Pai' do pay-per-view de futebol no Brasil volta com novo projeto

Evento de MMA Jungle Fight (Divulgação/Leonardo Fabri)
Evento de MMA Jungle Fight (Divulgação/Leonardo Fabri)

Elton Simões, 55, idealizador do modelo de negócio do pay-per-view de futebol no Brasil, hoje radicado no Canadá, volta a trabalhar em um projeto esportivo no país. O executivo associou-se a Wallid Ismail e já trabalha como adviser do criador do Jungle Fight, principal torneio de MMA da América Latina, que fechou com o DAZN.

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É bem verdade que não foi Elton que introduziu no Brasil o conceito de vendas de partidas diretamente ao telespectador. Isso existia. Mas naqueles tempos, nos fim dos anos 90, eram algumas poucos jogos “picados”, oferecidos individualmente, quando Elton pegou o (então desacreditado) negócio de pay-pay-view na Globosat.

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“Quando assumi, em 2001, meu primeiro objetivo foi transmitir todas as partidas dos 13 principais clubes do Brasil“, citou Elton, ao se referir aos quatro grandes paulistas, os quatro do Rio, os dois mineiros e gaúchos, mais o Bahia. “A seguir, mirei no Brasileiro e Estaduais, e para atingir a totalidade das partidas foi uma briga.

Verdade, à época, era comum Elton ser questionado, inclusive por este blogueiro, sobre quando todos os jogos do Brasileiro, por exemplo, seriam exibidos no PPV.

“A aquisição do Nacional e dos Estaduais, mais a transmissão de todas as partidas, imprimiu estabilidade ao produto pay-per-view, o consumidor passou a saber o que estaria recebendo no ano, o que permitiu a introdução da mensalidade”, recorda.

Foi a partir daquele momento que o negócio do pay-per-view “estourou” no Brasil.

Elton planeja, agora, adotar uma estratégia semelhante para impulsionar o Jungle Fight. O primeiro passo foi assinar um contrato de distribuição global com o DAZN.

Na visão de Elton, é importante fechar um calendário anual do torneio de MMA, para que os consumidor tenha ideia do que receberá, os patrocinadores sintam mais segurança ao assinar com a promoção, os atletas saibam quando estarão no cage, os eventos sejam adequadamente promovidos etc.

“Planejamos 24 eventos por ano, 12 deles exclusivos do DAZN, o fuso do Brasil favorece as transmissões internacionais”, explica Elton. “Creio que isso criará um ambiente propício no Brasil ao surgimento de novos ídolos do MMA, como um Anderson Silva, um José Aldo, o que o MMA do Brasil está precisando”, conclui.

Isso significa que o Jungle Fight pretende fazer frente ao UFC e Bellator?

“Não, eventualmente os lutadores revelados pelo Jungle Fight irão para o UFC ou acharão seu caminho para o Bellator, mas nossa ideia é nos manter como a principal promoção na América Latina, o que é bastante coisa”, argumenta Elton.

Após um hiato de cerca de um ano, o Jungle Fight volta a organizar um evento no próximo dia 28, no Rio.

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