Pablo não tem culpa nenhuma no São Paulo. Contratos longos deixam os jogadores poderosos

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Pablo, num dos jogos pelo São Paulo. Foto: Marcello Zambrana/AGIF (Marcello Zambrana/AGIF)

Pablo pode rescindir contrato com o São Paulo, abrindo mão de R$ 15 milhões futuros, mas condicionando os recebimentos de valores atrasados. O centroavante não tem culpa da sua situação e tem a Lei a seu favor. Hoje, os jogadores são cada vez mais poderosos contra a fragilidade e ineficiência diretiva. 

Pablo foi contratado do Athletico por grandes somas de transferência e salários. O acordo inicial de quatro anos de contrato já foi um exagero e a renovação automática por mais uma temporada, após atingir metas, deixou a situação ainda pior. Em três anos, foram 121 jogos e 32 gols, com lesões que o prejudicaram.

Pablo não é culpado de nada. Ele tem o direito de recusar propostas e cumprir o compromisso com o SP. A direção desvaloriza seu ativo a cada dia, sem administrar o pepino de R$ 500 mil mensais para o atleta. Pablo não quis Ceará e Santos porque prefere o Athletico, seu ex-time. A Lei está com ele e se ele quiser ficar treinando em separado, ficará. O seu dinheiro está garantido. 

Agora, por que Rogério Ceni, que o escalou em poucos minutos para ele atingir metas, não tenta resgatá-lo no dia a dia? Pablo não é perna-de-pau e merece respeito. O resto é extremismo. 

O final desta novela deixará mais uma reflexão real, sem emoção. Contratos superiores a três anos só acomodam atletas e a grande maioria não mantém ritmo, entrega e comprometimento dentro deste prazo. Fim. 

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