As outras Supercopas: estádio vazio e taça esquecida marcam história da nova aposta da CBF

Goal.com
Depois de 27 anos de hiato, a competição retornou, trazendo resquícios de uma outra era do futebol brasileiro
Depois de 27 anos de hiato, a competição retornou, trazendo resquícios de uma outra era do futebol brasileiro

A Supercopa do Brasil será disputada neste domingo, às 11h, na capital do país, com direito a entrevistas com técnicos e destaques uma semana antes do embate. A roupagem de grande decisão dada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), porém, contrasta com as duas edições anteriores já realizadas do torneio.
Idealizada após a criação da Copa do Brasil, em 1989, seguindo uma tradição dos países europeus, a Supercopa foi disputada pela primeira vez em 1990, mas era apenas um plano de fundo para os duelos entre Grêmio e Vasco, válidos pela fase grupos da Copa Libertadores da América.

A disputa ficou tão em segundo plano que os gaúchos até hoje alegam não ter recebido qualquer troféu pelo título conquistado com um triunfo por 2 a 0 no estádio Olímpico e uma igualdade sem gols em São Januário.

Nas entrevistas após o empate por 0 a 0 no Rio de Janeiro, por sinal, os jogadores dos dois lados só falavam sobre a situação do grupo e a disputa por uma vaga no mata-mata contra os paraguaios Cerro Porteño e Olimpia.

No ano seguinte, ao menos houve uma disputa oficial da taça entre Flamengo, campeão da Copa do Brasil, e Corinthians, campeão brasileiro. Em um Morumbi com pouco menos de três mil pagantes, Neto fez o gol do título corintiano, que teve o privilégio de definir em jogo único dentro de casa por ser o campeão do Brasileiro.

O embate foi tão deixado de lado pelos próprios vencedores que a capa da Folha de S. Paulo, no dia seguinte, dava muito mais espaço à eleição presidencial do clube do Parque São Jorge, realizada no mesmo dia, na sede corintiana.

Na ocasião, Marlene Matheus venceu nomes como Antoine Gebran, dirigente conhecido nas últimas décadas do clube, e Damião Garcia, pai de Paulo Garcia, candidato ao cargo na eleição de 2018. Foi a demonstração de força do histórico Vicente Matheus já na reta final da sua trajetória no Timão.

A taça está até hoje com o clube alvinegro, sem grande destaque, e volta a ser disputada quase 30 anos depois. A saber se, dessa vez, o torneio vai se manter por mais tempo em alta no país do futebol.
 

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