Otan quer fortalecer vizinhos da Rússia; Moscou ataca Ucrânia em várias frentes

Militares ucranianos feridos são tratados na região de Donetsk

Por Pavel Polityuk

KIEV (Reuters) - O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que as forças russas estão tentando avançar no nordeste e no leste e "planejando algo" no sul, enquanto a Otan procurava nesta quarta-feira tranquilizar outros países que temem a desestabilização.

O Estado-Maior da Ucrânia disse que suas forças repeliram seis ataques russos nas últimas 24 horas na região de Donbass, no leste, ao mesmo tempo em que a artilharia russa bombardeava implacavelmente a margem direita do rio Dnipro e a cidade de Kherson, no sul.

O clima de inverno tem dificultado os combates no terreno, e Zelenskiy disse aos ucranianos para se prepararem para um grande ataque russo esta semana na infraestrutura de eletricidade, a qual Moscou tem golpeado semanalmente desde o início de outubro.

Ele afirmou que os militares russos estavam atacando as regiões de Donetsk e Luhansk, em Donbass, bem como Kharkiv no nordeste, onde a Ucrânia repeliu as forças russas em setembro.

"A situação no front é difícil", disse ele em seu vídeo noturno. "Apesar das perdas extremamente grandes, os ocupantes ainda estão tentando avançar" em Donetsk, Luhansk e Kharkiv. E "eles estão planejando algo no sul", completou ele, sem dar mais detalhes.

A Reuters não pôde verificar de forma independente os últimos relatos do campo de batalha.

Os ministros das Relações Exteriores da aliança Otan, incluindo o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, vão buscar ajudar países frágeis preocupados com sua própria estabilidade em meio a uma crise energética provocada pela guerra na Ucrânia.

Moldávia, Geórgia e Bósnia estão "enfrentando pressão da Rússia", disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, na terça-feira.

Os ministros começaram sua reunião de dois dias em Bucareste na terça-feira com promessas de ajudar os ucranianos a lidar com o que o chefe da aliança de defesa disse ser Moscou usando o inverno como "uma arma de guerra".