Oscar Schimdt: os milagres do "Mão Santa" pela Seleção Brasileira de Basquete

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Oscar Schmidt em jogo exibição nos Estados Unidos (Derick E. Hingle-USA TODAY Sports)
Oscar Schmidt em jogo exibição nos Estados Unidos (Derick E. Hingle-USA TODAY Sports)

Quem via Oscar Schmidt em uma quadra de basquete sem a bola nas mãos talvez não desse muito por ele. Lento, um tanto desengonçado e não tão bom marcador, alguns até diriam que Oscar só estaria ali pela altura (2.06 m). Mas quando ele arremessava, acabava qualquer dúvida. Ali estava o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos.

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Nascido em Natal-RN em 16 de fevereiro de 1958, Oscar Schimdt chegou à Seleção Brasileira principal em 1977 e lá permaneceu por quase 20 anos, se despedindo nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, sua quinta participação olímpica. Ele é um dos três únicos jogadores de basquete a alcançar essa marca.

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Maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos

Oscar Schimdt, no entanto, jamais ganhou uma medalha olímpica. Por outro lado, é o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1093 pontos, e dono da maior média de pontos, 28.8 por jogo.

Oscar Schimdt também é dono do recorde de pontos em uma só partida olímpica: 55, contra a Espanha em Seul-1988. Ele foi o cestinha do torneio com média de 42.3 pontos por jogo, a maior da história. Ele também foi pontuador máximo máximo em Barcelona-1992 e Atlanta-1996, sua despedida. Nenhum outro jogador foi cestinha de três Olimpíadas.

Pan-Americanos de 1987: maior dos milagres do “Mão Santa”

Completando 10 anos de Seleção Brasileira de Basquete, Oscar Schimdt colecionava um bronze no Mundial de 1978 nas Filipinas e outro nos Jogos Pan-Americanos de San Juan-1979, além de três títulos Sul-Americanos (1977, 1983 e 1985). Chegava a hora de disputar o Pan de Indianápolis-1987.

Após uma campanha com apenas uma derrota para o Canadá na primeira fase, o Brasil de Oscar Schimdt e cia venceu a Venezuela e o México com facilidade e chegou à final contra os donos da casa e inventores do esporte: os EUA.

Vitória histórica sobre os Estados Unidos no Pan de 1987

Após chegar a ficar 20 pontos atrás no placar e encontrar dificuldades no início do segundo tempo, a ordem do treinador Ary Vidal foi clara: podem arremessar da linha de três pontos, uma novidade implantada no basquete internacional apenas 3 anos antes (na NBA existia desde 1979). Foi a deixa para Oscar Schimdt (46 pontos no total) e Marcel (31 pontos) enfileirarem cestas de três pontos e o Brasil vencer os EUA por 120 x 115.

Foi a primeira vez que uma Seleção Norte-Americana de Basquete masculino foi derrotada em em casa e a primeira vez que sofreu mais de 100 pontos em um jogo nos seus domínios. Milagres que justificam a inclusão de Oscar Schmidt no Hall da Fama e na lista dos 50 maiores jogadores da FIBA, além do Hall da Fama de basquete dos EUA, mesmo nunca tendo jogado na NBA.

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