Os não-brasileiros favoritos à conquista da Libertadores

Felipe Portes
Foto: AP

Começa hoje a fase de grupos do maior campeonato de futebol da América do Sul. A tão desejada Copa Libertadores reúne seus 32 principais times durante o ano para decidir quem será o novo campeão continental. Além dos brasileiros, temos outros favoritos para levar o caneco. Separamos cinco e analisamos o que eles podem fazer para chegar longe.

Atlético Nacional

O atual campeão também larga na frente desta edição, pelo grupo 1, com Botafogo, Estudiantes e Barcelona de Guayaquil. Mesmo o desmanche do elenco não tira a força deste plantel de Reinaldo Rueda. O padrão de jogo dos Verdolagas está bem definido e as novas peças que chegaram ainda vão dar liga. A defesa ainda é sólida, o meio-campo é criativo e o ataque sempre traz muitos problemas para os oponentes, pela velocidade e pela habilidade ao chegar na área. Destacam-se o zagueiro Henríquez, os meias Macnelly Torres, Uribe, Arias, e os atacantes Dayro Moreno, Ibargüen e Arley Rodríguez.

River Plate

Apesar do fiasco na última edição, o River Plate continua tendo um time bem interessante. Ainda comandado por Marcelo Gallardo, a equipe millonaria se reforçou após o último ano. Espera-se deles a consistência do ano do título, em 2015. Gallardo agora conta com um time recheado de jovens, além do zagueiro Arturo Mina, dos meias Ponzio e Martínez e dos atacantes Auzqui e Larrondo. Muito toque de bola com uma proposta ofensiva podem impulsionar o River na competição.

San Lorenzo

Com a mesma base do time que venceu a Libertadores em 2014, temos o San Lorenzo. Bem modificado sob o comando de Diego Aguirre, o Ciclón jogou um belo futebol nos primeiros meses com o técnico uruguaio, mas depois caiu de rendimento. A mesma geração envelhecida parece não ter muito mais a oferecer, mas em campo, não se pode duvidar deles. Vale lembrar do show de incompetência contra a Chapecoense na semifinal da Sul-Americana no ano passado. Ortigoza, Romagnoli, Mercier, Coloccini e Angeleri ainda estão no time. Mudou apenas o ataque, com a chegada de Rúben Botta. De resto, Bergessio, Cerutti e Blandi permanecem.

Lanús

Campeão argentino em 2016, o Lanús chega com certa moral para a disputa da Libertadores. O time continua muito parecido com o que venceu o Nacional, sob o comando de Jorge Almirón. A equipe é bem experiente e só perdeu dois jogadores importantes para 2017: os atacantes Miguel Almirón e Brian Montenegro. Com as mesmas peças do ano passado, o Lanús tem tudo para ir longe na Libertadores, pelo menos alcançando uma semifinal. Destaque para Barrientos, Marcone, Pasquini e Lautaro Acosta.

Estudiantes

Campeão de 2009, o Estudiantes terá novamente o mito Juan Sebastián Verón, que agora atua não só como atleta, mas também é o presidente da equipe platense. Aos 41 anos, “La Bruja” será de fato uma ótima referência no meio-campo dos pincharratas. Com uma carreira gloriosa, ele se prepara para encerrar de vez a carreira com uma grande campanha na Libertadores. Além dele, despontam os defensores Schunke e Sánchez, os meias Solari e Ascacíbar; e os atacantes Viatri, Toledo e Vargas. O técnico do Estudiantes é Nelson Vivas, que conduziu os alvirrubros a uma campanha de quarto lugar no Argentino em 2016.