Os jogadores são 'marionetes' da Fifa e Uefa, afirma Toni Kroos

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Toni Kroos em ação pelo Real Madrid
Toni Kroos em ação pelo Real Madrid

Os jogadores são apenas "fantoches" que a Fifa e a Uefa utilizam sem dar a eles oportunidade de darem a sua opinião, ao criarem competições, como a Liga das Nações ou a Premier League Europeia, projeto em estudo, afirmou nesta quarta-feira no seu podcast Toni Kroos.

"Nós, jogadores, somos apenas fantoches nestas novas competições inventadas pela Fifa e pela Uefa. Ninguém nos consulta", afirmou o jogador do Real Madrid e da Alemanha.

O campeão mundial de 2014, que comemorou sua centésima partida pela seleção alemã em outubro, faz parte do grupo que enfrenta a República Tcheca em amistoso nesta quarta.

Os jogadores "não participariam da Liga das Nações, nem da Supertaça da Espanha transferida para a Arábia Saudita (como foi o caso deste ano), nem de uma Copa do Mundo de 20 seleções ou mais (a edição de 2021 terá 24)", destacou Kroos.

Estes torneios são organizados "para ganhar o máximo de dinheiro possível, esgotando o corpo dos jogadores", explicou.

Os comentários de Kroos surgem em um momento em que várias personalidades questionam a quantidade de jogos em pouco espaço de tempo nos últimos meses, causando uma enxurrada de lesões.

"Vamos matar os jogadores", disse o treinador do PSG, Thomas Tuchel, antes do jogo contra o Nantes, em 31 de outubro.

No momento de deixar o cargo de presidente do Barcelona, no final de outubro, Josep Maria Bartomeu anunciou à imprensa que o clube catalão havia concordado em participar "de uma futura Superliga Europeia entre clubes de futebol", oficializando a existência deste projeto de Liga fechada ou semifechada reservada aos clubes mais poderosos do continente.

"Pode ser muito interessante do ponto de vista esportivo, pode gerar grandes audiências na televisão, mas o projeto corre o risco de alargar um pouco mais o fosso entre a elite europeia e os outros clubes", disse Kroos.

"É normal deixar as coisas como estão, enquanto funcionam", acrescentou, chamando a Liga dos Campeões, a Liga Europa e a Copa do Mundo de "super-competições".

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