Orlando Rollo vota por reprovação de contas de 2020 do Santos, mas contesta relatório

LANCE!/DIÁRIO DO PEIXE
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O Conselho Deliberativo do Santos vai se reunir na noite desta segunda-feira para votar o relatório do Conselho Fiscal sobre as contas do clube em 2020. O parecer do CF pede a reprovação das contas devido ao déficit de R$ 119 milhões e alguns outros fatores, como o não pagamento de R$ 46 milhões de impostos.

Em 2020, o Peixe foi comandado até setembro por José Carlos Peres, que sofreu o o impeachment. Em outubro, o então vice, Orlando Rollo, assumiu a gestão do clube e ficou no cargo até o final do ano.

Eleito conselheiro pela chapa de Andres Rueda, Orlando Rollo vai votar pela reprovação das contas. No entanto, em nota oficial, o ex-dirigente contestou pontos do parecer do Conselho Fiscal, apontou interferência política e prometeu se defender nos foros adequados.

Confira a nota oficial de Orlando Rollo

Quando assumimos a gestão em 29 de setembro de 2020, as contas relativas ao exercício em vigência já estavam virtualmente reprovadas. O orçamento já estava comprometido gravemente antes mesmo do fechamento do 3º trimestre.

Portanto, tecnicamente, somos favoráveis a reprovação das contas do exercício fiscal de 2020.

Impossível salvar em apenas um trimestre as contas de um ano inteiro gerido sob a égide de uma gestão temerária de um Presidente que inclusive foi cassado. Em nosso período, a prioridade foi administrar o fluxo de caixa, priorizando despesas urgentes, acordos emergenciais e os gastos com o futebol, procurando preparar o Clube em seus processos e até mesmo melhorar a estrutura operacional que estavam seriamente afetados, além de trazer receitas através de novos patrocinadores e ações pontuais de marketing com a participação direta do torcedor.

Porém, com as nossas realizações conseguimos nesse exíguo tempo resgatar a confiança de nossos atletas e funcionários, alcançando uma histórica final de Libertadores da América, obtendo um excelente resultado esportivo considerando a forma que encontramos o Clube.

Sobre os nossos atos de gestão em específico, as informações que constam do relatório do Conselho Fiscal estão incompletas, desconexas e desacompanhadas de contexto plausível. Estudos e pareceres técnicos, assim como decisões judiciais que embasaram resoluções administrativas não foram consideradas.


Não foi permitido o contraditório, considerando que houve um acusador formal (totalmente alheio ao curso normal do processo) fato este que consta do próprio parecer. Essa é apenas uma das irregularidades que apontamos no relatório do Conselho Fiscal que foi apresentado fora de prazo estatutário e de forma politizada, diferentemente do relatório da auditoria independente, totalmente isento e técnico, que não apontou nenhuma irregularidade em nosso período de gestão.


Nos manifestaremos no foro adequado.