Organizadores da Tóquio-2020 dizem não haver objeções de parceiros olímpicos aos Jogos

Jack Tarrant
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Presidente-executivo do comitê organiador da Olimpíada Tóquio-2020, Toshiro Muto, durante entrevista à Reuters

Por Jack Tarrant

TÓQUIO (Reuters) - Representantes do comitê organizador da Olimpíada Tóquio-2020 disseram aos repórteres nesta quinta-feira que não existem dúvidas ou objeções de seus parceiros, incluindo o Comitê Olímpico Internacional (COI) e as federações esportivas, quanto ao Japão sediar os Jogos reagendados neste ano.

Os organizadores da Tóquio-2020 estão se preparando para a Olimpíada, que deve começar no dia 23 de julho, diante de um pano de fundo de apoio público nacional em queda em meio à pandemia de coronavírus.

O presidente do comitê organizador, Yoshiro Mori, conversou com o presidente do COI, Thomas Bach, nesta quinta-feira e disse que recebeu garantias do alemão de que Tóquio tem apoio total de todos os participantes olímpicos.

"Ninguém de lugar nenhum mencionou dúvidas ou objeções (a respeito da Olimpíada), e todos querem tornar os Jogos bem-sucedidos rapidamente", disse Mori ao relatar sua conversa com Bach.

Ele também disse que Bach pediu às autoridades de Tóquio uma atualização sobre a vacinação no Japão.

O país está atrás da maioria das nações desenvolvidas, já que as primeiras vacinações só devem começar no final de fevereiro.

Bach enfatizou que a entidade não defende que os atletas "furem a fila" para ser vacinados antes das pessoas mais ameaçadas pelo vírus, mas alguns países, como Austrália e Israel, começaram a vacinar atletas.

"O presidente Bach expressou a esperança de que haverá progresso com as vacinações no Japão e que tantos quanto possível, e o mais rápido possível, conseguirão receber a vacina", disse o presidente-executivo da Tóquio 2020, Toshiro Muto.

Ele também disse aos repórteres que os organizadores estão fazendo "toda e qualquer" simulação, inclusive a entrada e saída de atletas estrangeiros do país.

"Acreditamos que podemos realizar o evento sem considerar a vacinação como um pré-requisito", disse.

(Reportagem adicional de Mari Saito e Ju-min Park)