Organização confirma Olimpíadas de Tóquio, apesar da propagação do coronavírus

AFP
O presidente do Comitê de Organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, Toshiro Muto
O presidente do Comitê de Organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, Toshiro Muto

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 estão mantidos - afirmaram os organizadores do evento nesta quarta-feira (26), no momento em que o governo japonês recomenda o cancelamento, ou a redução dos grandes eventos nas próximas semanas pelo medo de propagação da coronavírus.

Os Jogos Olímpicos estão previstos para acontecer de 24 de julho a 9 de agosto, enquanto os Paralímpicos devem começar em 25 de agosto.

Os cancelamentos ou adiamentos de partidas de futebol ou das cerimônias de abertura de torneios de sumô, entre outros eventos, provocaram o debate sobre a sede dos Jogos Olímpicos, enquanto os organizadores se esforçam para demonstrar tranquilidade.

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"Não pensamos nisto. Não ouvimos falar sobre isto. Perguntamos e nos responderam que não existe tal projeto", declarou o diretor-executivo do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, Toshiro Muto.

"A princípio, a ideia é celebrar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos da maneira como estão previstos", disse.

Muto explicou que o comitê vai examinar a maneira de responder ao pedido do primeiro-ministro Shinzo Abe de cancelar ou adiar eventos, ou de reduzir sua dimensão, nas próximas duas semanas para impedir a propagação do novo coronavírus.

"Tomaremos decisões estudando cada evento individualmente", completou.

Ele disse, no entanto, que o percurso da chama olímpica, previsto para começar em 26 de março em Fukushima e que vai atravessar o país, não será cancelado, mas que pode sofrer alterações.

"Não contemplamos o cancelamento, mas vamos pensar na forma de organizá-lo para que não resulte na propagação do vírus, talvez reduzindo a escala do evento", acrescentou.

Muto reagiu às declarações de Dick Pound, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), de que uma decisão sobre as Olimpíadas será tomada nos próximos dois ou três meses.

"Quando perguntamos ao COI, eles nos responderam que esta não é a forma de pensar do COI", disse Muto.

"Na recente reunião do COI em Tóquio, o coronavírus esteve na ordem do dia", afirmou a ministra japonesa para os Jogos Olímpicos, Seiko Hashimoto.

"Neste momento, nosso grau de preparação para os Jogos recebeu uma nota alta, e o COI se comprometeu a continuar nos apoiando", completou, antes de destacar que "é importante se preparar, pensando no pior cenário".

"Temos que nos concentrar apenas no objetivo de acabar (com a crise do coronavírus) o mais rápido possível, com o objetivo de organizar os Jogos de Tóquio com uma sensação de segurança e obter o aval do COI", concluiu.

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