Ordem de retirada de mosaico do Corinthians representa inversão de prioridades que desrespeita o torcedor

Lucas Humberto
·2 minuto de leitura

O futebol está ficando chato? Essa pergunta já foi tida como afirmação inúmeras vezes. Hoje, Corinthians e Palmeiras se enfrentam, na Neo Química Arena, pela segunda rodada do Paulista. Em meio ao calendário abarrotado do Alviverde e a crise de covid-19 no Timão, o que virou caso de polícia foi um mosaico composto no estádio que recebe a partida.

Com os dizeres "Nunca serão", a "homenagem" do Corinthians remete ao título Mundial não conquistado pelo Alviverde. Algo que parecia uma provocação inocente, já que a torcida provavelmente faria bem pior se pudesse comparecer ao estádio, tomou proporções aparentemente criminosas.

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O mural, que poderia até passar despercebido se não fosse toda movimentação policial, foi o "bode expiatório" perfeito para desviar atenção de tantos erros envolvendo o Dérbi. Afinal, esse não foi o primeiro exemplar provocativo exposto por um clube e não será o último. Quando o juiz apitasse, os dizeres seriam apenas o pano de fundo de uma partida tão problemática.

O torcedor de futebol, sobretudo os mais antigos, sempre foram conhecidos por certa audácia com relação aos adversários. Dentro dos limites do respeito, esse tipo de comportamento até serviu para tornar partidas mais interessantes e criar rivalidades históricas, afinal, é possível imaginar um Gre-Nal, por exemplo, sem as clássicas provocações?

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A tentativa de retirada dos murais é mais um ato de silêncio ao torcedor e uma inversão de papéis que fere o próprio futebol. Corrupção, calendário, crise econômica, uma pandemia mundial? Pelo visto é possível deixar todas essas discussões de lado. O mosaico, por sua vez, precisou de soluções imediatas e intervenção policial para uma violência que nunca existiu.

O futebol está ficando chato? Talvez, mas não mais que indivíduos com mania de controle e obsessão por problemas inexistentes. Esses, sim, nunca serão.