Oposição do Cruzeiro teme que reunião do dia 21 possa ser tarde demais

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Dedé lamenta mais um tropeço do Cruzeiro no Brasileirão. Time segue na zona do rebaixamento (Fernando Moreno/AGIF)
Dedé lamenta mais um tropeço do Cruzeiro no Brasileirão. Time segue na zona do rebaixamento (Fernando Moreno/AGIF)

No dia 21 deste mês o conselho deliberativo do Cruzeiro vai se reunir para decidir ou não o afastamento do presidente do clube, Wagner Pires de Sá. No entanto, existe um temor na oposição que essa definição pode acontecer tarde demais, no que diz respeito à luta do time contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Essa sensação ganhou força nas últimas horas, após o empate sem gols da Raposa com o Fluminense, no Mineirão.

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Com o resultado, a equipe celeste se mantém na zona do rebaixamento e não vai sair de lá por pelo menos mais uma jornada. A diferença para o 16º colocado aumentou de três para quatro pontos. Já são sete rodadas sem vencer no Brasileirão, com apenas três pontos conquistados nos últimos 21 disputados.

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Além das denúncias de irregularidades fora de campo, a situação da equipe de futebol é outro ponto que foi determinante para a oposição do Cruzeiro se articulasse para tentar afastar a diretoria encabeçada por Wagner Pires de Sá, mas capitaneada por Itair Machado, o vice-presidente de futebol. No entanto, até o dia 21, quando os conselheiros vão definir o rumo político do clube, o time vai entrar em campo mais três vezes.

Neste domingo o Cruzeiro enfrenta a Chapecoense, fora de casa. Mesmo que triunfe em Chapecó, a Raposa seguirá na zona do rebaixamento. A sequência de jogos ainda tem o São Paulo, no Mineirão, o Corinthians, em Itaquera. A preocupação da oposição cruzeirense é que mesmo que o presidente Wagner Pires de Sá e toda a sua diretoria sejam afastados, a situação dentro de campo esteja numa situação ainda mais crítica.

Em caso de afastamento da atual direção, um conselho gestor assumirá o comando do clube pelo tempo que for necessário. Se isso acontecer, vão ser 11 rodadas que o Cruzeiro entrará em campo a partir da mudança. Com uma equipe que tem falhado em sequência, inclusive contra adversários diretos, o tempo para tentar evitar o rebaixamento pode ser curto demais. O temor na oposição é que a tentativa de mudar o rumo do clube pode ter sido tarde demais.

Falta comando, avalia a oposição

Um vestiário que manda na diretoria, não o contrário. É assim que alguns conselheiros avaliam a relação entre jogadores e os atuais comandantes do Cruzeiro. A saída de Rogério Ceni do clube é usada como exemplo. Enquanto o treinador pedia por respaldo para fazer as mudanças necessárias na equipe, o que se viu foi justamente o contrário. A direção ficou com os jogadores e trocou de treinador.

A falta de hierarquia é vista como um dos principais motivos para o baixo rendimento do time, já que o comando não se impõe, na visão dos opositores. Caso o conselho gestor assuma, uma das tarefas já está definida. É recuperar essa hierarquia entre comandantes e comandados, algo visto como primordial no entendimento da oposição, para que a equipe consiga se recuperar dentro de campo e consiga evitar o rebaixamento.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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