Oposição do Fluminense tenta encontrar consenso para formar chapa única na eleição deste mês

Primeiro encontro dos pré-candidatos de oposição do Fluminense com Celso Barros Foto: Reprodução


A eleição que irá definir o presidente do Fluminense no triênio 2023-2025 está marcada para a segunda quinzena deste mês. Contudo, segue indefinida quanto à união dos pré-candidatos de oposição. O intuito inicial é que Ademar Arrais Rafael Rolim e Marcelo Souto busquem a união para formar chapa única contra Mário Bittencourt, que tenta a reeleição.

No entanto, até o momento, os três pré-candidatos não conseguiram chegar a um consenso, mas Ademar Arrais ainda busca a união. Com isso, utilizou as redes sociais para sugerir uma nova reunião nesta sexta-feira.

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De acordo com a visão de Ademar Arrais, os três pré-candidatos apresentariam as fichas para a inscrição da chapa (vale destacar que são necessárias 200 assinaturas de sócios para concorrer ao pleito). Para isso, quem tiver mais fichas encabeçaria a chapa, porém Rafael Rolim e Marcelo Souto ainda não se manifestaram sobre a proposta.

- Já tive conversas com os outros dois candidatos, mas, infelizmente, não houve consenso sobre os critérios para definir quem deveria encabeçar a chapa. Para mim, os interesses do Fluminense estão acima de interesses pessoais. Pelo estatuto, uma chapa precisa de 200 fichas preenchidas e assinadas de candidaturas ao Conselho - disse, antes de emendar:

- Por isso, faço aqui uma proposta de critério objetivo: o número de fichas. Sugiro que amanhã, dia 4, as três campanhas se encontrem e apresentem suas fichas. E quem, isoladamente, tiver maior quantidade de fichas preenchidas e assinadas será o candidato da união - completou Arrais.

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A primeira reunião, realizada dia 24 de outubro, contou com a presença de Celso Barros, vice-presidente eleito e que está afastado da atual gestão desde 2019. Sendo assim, ele já deixou claro que apoia a candidatura de Arrais, porém o consenso para a chapa única ainda não aconteceu.

Veja a nota na íntegra feita por Ademar Arrais nesta quinta-feira

"Há mais de um ano estou em campanha para presidente do Fluminense, sempre batendo na mesma tecla: unidade da oposição! Somente com a oposição unida será possível derrotar o atual presidente e sua gestão amadora e irresponsável. Já tive conversas com os outros dois candidatos, mas, infelizmente, não houve consenso sobre os critérios para definir quem deveria encabeçar a chapa. Para mim, os interesses do Fluminense estão acima de interesses pessoais. Pelo estatuto, uma chapa precisa de 200 fichas preenchidas e assinadas de candidaturas ao Conselho.

Por isso, faço aqui uma proposta de critério objetivo: o número de fichas. Sugiro que amanhã, dia 4, as três campanhas se encontrem e apresentem suas fichas. E quem, isoladamente, tiver maior quantidade de fichas preenchidas e assinadas será o candidato de união. E os outros dois comporão a chapa em outras funções. Marcelo Souto e Rafael Rolim, aguardo um posicionamento público de vocês sobre minha proposta. Não podemos perder mais tempo. O Fluminense precisa de quem não precisa do Fluminense!"


Quem são os pré-candidatos à presidência do Fluminense?

Mário Bittencourt


O atual presidente, Mário Bittencourt admitiu, recentemente, em entrevista ao portal "Uol", que disputará a reeleição e praticamente oficializou sua pré-candidatura. O mandatário, de 44 anos, já traça planos para a próxima temporada, inclusive, revelou o desejo de contar com o ídolo Fred em algum cargo no clube ainda em 2022.

Ex-advogado do clube nas gestões David Fischel, Roberto Horcades e Peter Siemsen, Bittencourt faz parte do grupo político "Tricolor de Coração" e é presidente desde julho de 2019. Ele também exerceu a função de gerente de futebol com Horcades e vice de futebol com Peter.

Ademar Arrais

Além do atual presidente, Ademar Arrais, de 51 anos, também lançou sua pré-candidatura e faz parte do grupo político "Ideal Tricolor". Ao longo de sua participação no Tricolor, o advogado foi conselheiro nas gestões David Fischel, Roberto Horcades e Peter Siemsen. É defensor de um pleito híbrido, com a opção de uma votação on-line.

Dessa forma, entrou com uma ação pedindo para que as eleições também tivessem a opção do voto on-line, mas não conseguiu tal mudança. Na última semana, Arrais passou a contar com o apoio oficial do vice-presidente do clube, Celso Barros, que foi afastado do cargo por rusgas com o mandatário. Inclusive, o advogado coordenou a campanha do ex-presidente da Unimed no pleito de 2016.

Marcelo Souto


Marcelo Souto também tem participação ativa na política tricolor e representa o grupo político "Esperança Tricolor". Aos 36 anos, lançou sua pré-candidatura após ter sido conselheiro na gestão de Pedro Abad. Em 2019, também tentou ser candidato, porém não conseguiu assinaturas suficientes para registrar sua chapa.

Nesse sentido, faz parte, atualmente, a chapa intitulada 'Herdeiros de Oscar Cox', que faz referência direta ao principal fundador do clube carioca, em 1902. Além disso, o advogado é defensor da revitalização das Laranjeiras, e da reformulação do estatuto do clube para diminuir o número de conselheiros. Ele acredita que tais mudanças seriam uma forma de ruptura ao atual modelo.

Rafael Rolim

Por fim, Rafael Rolim também decidiu participar do pleito, porém, no momento, não tem vínculo com qualquer grupo político do Tricolor. Apesar de nunca ter sido conselheiro ou ocupado cargos dentro do Fluminense, Rolim fez parte da chapa de Ricardo Tenório na eleição de 2019. Ele já foi chefe da Procuradoria Trabalhista do Estado (entre 2008 e 2014), diretor jurídico da CEDAE (entre 2015 e 2019).

Na época da última eleição do Fluminense, o advogado, de de 43 anos, tinha a intenção de ser vice-presidente jurídico caso Tenório fosse eleito, algo que não aconteceu. No momento, é Subprocurador-Geral do Estado do Rio, tem se revelado um entusiasta da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e pretende implementar o modelo no Fluminense.