OPINIÃO: É cedo, mas atuação e rotação no elenco da Espanha indicam que pretensão do time tem fundamento


Antes de a bola rolar na Copa do Mundo, este repórter não entendia a Espanha como favorita ao título. E continua não achando. As linhas abaixo tratam de como os elementos que já existem no universo da delegação da La Roja podem confluir para, gostemos ou não, a equipe se tornar o que se diz.

Jogadores, treinador, imprensa espanhola, ex-jogadores... a impressão geral é de que o Brasil é o principal postulante ao título do Mundial, e que as outras equipes fortes têm chance. E que os representantes do Rei Felipe VI estão entre essas equipes.

Isso já era dito antes de a bola rolar contra a Costa Rica. E quando o apito foi ouvido pela primeira vez, a atuação ridícula dos caribenhos não foi perdoada. Como um time mais forte deve fazer. Duas chances claras no início, antes do primeiro gol; dois gols nos acréscimos da segunda etapa. Sem pena. O recado foi claro: se deixarem, os meninos vão brincar.

O elenco espanhol é um dos mais jovens da Copa. Dentre as seleções mais tradicionais, é o mais jovem. E o técnico Luis Enrique indicou que nem todos os ideais titulares - se ele tem mesmo um time-base - estiveram em campo na estreia. Talvez Carvajal na lateral direita, algum outro zagueiro, a inversão de Rodri com Busquets, quem sabe Morata no comando de ataque... fora outros jogadores que costumam participar.

Novamente: foi o treinador quem disse que vai mudar o time contra a Alemanha. Seja para igualar os jogadores fisicamente, seja por estratégia. O treinador, de todo modo, confia no grupo.

-> Confira a tabela da Copa do Mundo

E se uma goleada na estreia não bastar, possivelmente eliminar uma tetracampeã do mundo vai alertar mais gente. Eu entendia que uma equipe de valores tão jovens precisaria amadurecer ao longo da competição. Mas é possível que, em vez disso, o mundo se atente para o tamanho da Espanha de 2022.