ONG pede a equipe de transição de Lula revogação de normas antiaborto

*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 23.06.2022 - Ato em frente ao Ministério Público Federal, em protesto contra a juíza Joana Ribeiro Zimmer, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que tentou impedir uma menina de 11 anos de realizar aborto legal após ser estuprada em em Santa Catarina. 

(Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 23.06.2022 - Ato em frente ao Ministério Público Federal, em protesto contra a juíza Joana Ribeiro Zimmer, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que tentou impedir uma menina de 11 anos de realizar aborto legal após ser estuprada em em Santa Catarina. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Rede Médica pelo Direito de Decidir enviou carta à equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pedindo a revogação de normas do atual governo que dificultam aborto em casos previstos em lei.

"Nos últimos anos, ações conservadoras e reacionárias, que não se limitaram a pequenos grupos ideológicos fundamentalistas, ganharam força dentro do espaço público de poder", diz a ONG.

Entre os pontos apresentados está a retirada do Brasil do chamado "Consenso de Genebra", pacto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) com outros governos conservadores.

"O documento subscrito por 31 nações pretende, sob o argumento de proteção da 'vida' e da 'família', retroceder no reconhecimento e exercício dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, notadamente o direito ao aborto", afirma a carta.