ONG denuncia violação dos direitos da criança no esporte japonês

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ONG Human Rights Watch lançou um guia para repórteres que irão cobrir a Olimpíada de Tóquio no qual cobra o governo local a "agir imediatamente para construir um legado de respeito pelos direitos humanos no Japão".

Um dos problemas levantados pela entidade é o país não ter aprovada uma lei para proteger a população LGBTQIA+, apesar de movimento para que haja uma regulamentação antes do início da Olimpíada de Tóquio, que começa no próximo dia 23. Boa parte das denúncias, porém, são relacionadas à prática esportiva.

A Human Rigths Watch afirma que crianças que se iniciam no esporte são submetidas a abusos físicos, sexuais e verbais por parte de seus treinadores no Japão.

No ano passado, a ONG lançou relatório intitulado "Fui atingido tantas vezes que nem consigo contar: abuso de crianças atletas no Japão", cujo conteúdo mostra que alguns jovens se suicidaram por causa dos abusos que sofreram em diferentes modalidades.

O documento divulgado agora afirma que os abusos físicos são uma tradição na formação de atletas no país.

"O esporte japonês tem uma história de punição corporal contra crianças, conhecido em japonês como taibatsu. A violência física como técnica de treinamento tem uma longa tradição no país e é vista por alguns como essencial para alcançar a excelência nas competições e construir o caráter pessoal", afirma o relatório da ONG.

"Essa tradição perigosa torna a erradicação do abuso físico no esporte japonês especialmente difícil. Treinadores, pais e até mesmo alguns atletas mantêm firme a crença errônea de que o abuso físico no esporte tem valor. Como resultado direto, as crianças sofrem."

A denúncia do ano passado levou Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), a realizar teleconferência com Yasuhiro Yamashita, presidente do COJ (Comitê Olímpico Japonês), para discutir medidas que pudessem acabar com o assédio e abusos no esporte do país.

"Pessoas em todo o mundo reconhecem que as Olimpíadas são mais do que uma competição esportiva. Esse evento também deve servir como momento crucial para a imagem internacional do país anfitrião", afirmou Kanae Doi, diretora da Human Rights Watch para o Japão.

"O governo do Japão tem que agir neste momento para mostrar ao mundo que leva a sério o papel de líder global de direitos humanos ao abordar esses problemas que foram bem documentados", acrescentou.

A Olimpíada, que foi adiada em um ano por causa da pandemia do novo coronavírus, começa em 23 de julho e vai até 8 de agosto.

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