ONG de Daniel Alves tem o dobro de verba da CBB para basquete

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Daniel Alves já analisa deixar o Instituto após repercussão negativa de repasse. Foto: Pedro Vilela/Getty Images
Daniel Alves já analisa deixar o Instituto após repercussão negativa de repasse. Foto: Pedro Vilela/Getty Images

Depois do jornal Folha de São Paulo divulgar a informação do repasse de verba por parte do governo federal a “ONGs de prateleira” de Daniel Alves e Emerson Sheik, agora foi a vez do jornalista Demétrio Vecchioli falar sobre a bolada recebida pela entidade geria pelo ex-jogador do São Paulo.

Segundo o jornalista, o Instituto DNA, do jogador que atualmente defende o Barcelona, já tem pelo menos o dobro de recursos públicos para gerir no basquete brasileiro na comparação com a própria Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

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Agora resta saber se com a divulgação dos repasses, Daniel vai seguir com os projetos previstos para 2022. O jogador tem como projetos aprovados a organização da Copa América Masculina, marcada para o segundo semestre deste ano, além da promessa de criar uma seleção permanente de 3x3 e realizar um grande evento da modalidade ainda neste ano.

Pressionado pela repercussão negativa do fato, e temendo pelo seu futuro na Seleção Brasileira, Daniel Alves cogita não seguir com os dois projetos de Lei de Incentivo que, juntos, já captaram cerca de R$ 5 milhões.

Como o instituto foi assumido de um ex-técnico de basquete, a proximidade com a modalidade ficou mais fácil. Uma das primeiras iniciativas do Instituto DNA foi de assumir a responsabilidade de pagar US$ 500 mil à Federação Internacional de Basquete (Fiba) como 'fee' (taxa) para realizar a Copa América no Brasil.

Outro motivo da aproximação com o esporte da bola laranja foi uma conversa com o ex-jogador da NBA Leandrinho Barbosa, que apresentou as dificuldades enfrentadas pela CBB. A entidade pretendia organizar a Copa América Masculina de 2021 no Brasil, mas não tinha dinheiro para pagar um fee de US$ 1 milhão, nem a documentação necessária para receber verbas públicas.

Bastou Daniel Alves entrar no negócio, saber que a concorrente Venezuela corria o risco de sofrer boicote do time dos EUA, para conseguir que o valor fosse reduzido a US$ 500 mil, e assim, o negócio fosse fechado, fazendo com que esse fosse o cartão de visitas do futebolista no ramo do marketing esportivo.

Quem administra o Instituto é o empresário Maurício Carlos braço do jogador no Brasil. O consultor tem experiência no esporte, com anos de trabalho para entidades como a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e a Confederação Brasileira de Wrestling, onde segundo apuração do blog Olhar Olímpico, do portal UOL, ele está sendo investigado por um suposto pagamento de propina ao então presidente da CBW por um contrato.

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