Ômicron preocupa CBF e clubes no início da temporada

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Volta dos torcedores exigiu protocolos sanitários na reta final do Brasileirão de 2021. Foto: Wagner Meier/Getty Images
Volta dos torcedores exigiu protocolos sanitários na reta final do Brasileirão de 2021. Foto: Wagner Meier/Getty Images

Os casos da nova variante da covid-19, a Ômicron, tem deixado muitos jogadores fora de combate nesse início de 2021. Basta olhar os principais times europeus e até mesmo os atletas dos esportes americanos para ver o número de atletas infectados e afastados das atividades.

Aqui no Brasil, o futebol ainda não foi tão afetado já que muitas equipes ainda estão em férias. Mas os casos já começam a aparecer à medida em que os testes são feitos. Botafogo e Vasco, por exemplo, já tiveram de afastar alguns atletas por causa da Covid-19.

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No cruzmaltino, seis atletas tiveram teste positivo já nos exames feitos na reapresentação. Primeiro foram Luis Cangá e Matías Galarza, depois Nenê, Riquelme, Léo Matos e Thiago Rodrigues se juntaram aos companheiros na quarentena, que deve ser de 10 dias.

Já no atual campeão da Série B, apenas o lateral Rafael teve que se isolar, junto de outros três funcionários do clube que também testaram positivo para a covid-19.

A situação preocupa a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que já iniciou reuniões para a definição do protocolo sanitários nas competições. A ideia é que até o fim desta semana já seja possível apresentar um esboço do novo documento, que, segundo o coordenador médico da entidade, Jorge Pagura, poderá ser mais rigoroso a partir de fevereiro:

“Estamos analisando os campeonatos europeus e eventos nos Estados Unidos, além de dados dos principais países. Essa nova variante vai exigir adaptações em relação à temporada passada. Nossas exigências devem estar compatíveis com a definição das autoridades sanitárias locais. Estamos também à espera de dados oficiais no Brasil e também a aplicabilidade do novo período de isolamento em relação à Ômicron”, explicou.

No momento o protocolo da CBF exige testes com 72 horas de antecedência naqueles que não têm anticorpos ou não tiveram Covid-19 ou tiveram teste positivo PCR ou de anticorpos há mais de seis meses. O período de isolamento no caso de resultado positivo é de 10 dias.

Outra situação que preocupa é o aumento de casos na vizinha Argentina. Lá, o recorde de novos casos diários foi batido na última semana de 2021, com 50 mil infectados e claro que o futebol não saiu ileso.

Até ontem, foram confirmados 101 infectados entre atletas e membros das comissões técnicas. A pior situação é do Vélez Sarsfield com 12 pessoas, incluindo o atacante Lucas Pratto, ex-Atlético-MG e São Paulo. O Boca Juniors vem logo a seguir com 10 contaminados.

Até mesmo Lionel Messi, que passava alguns dias de descanso em seu país natal, acabou infectado.

Mas no caso do jogador do PSG, ele já está recuperado e retornou à França na madrugada desta quarta-feira (5), após testar negativo para o vírus.

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