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Inspiração feminina e 'enciclopédia' em casa levaram Martine Grael ao ouro

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Junto com Kahena Kunze, Martine Grael conquistou o ouro nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, na classe FX 49er do iatismo. Mas talvez essa medalha nunca tivesse acontecido se não fossem por duas coisas: uma medalha de bronze oito anos antes e uma "enciclopédia do iatismo", como a própria Martine descreve, em casa.

Em 2008, o Brasil conquistou sua primeira medalha feminina na vela olímpica, com Fernanda Oliveira e Isabel Swan levando o bronze em Pequim. O feito ajudou a despertar uma possibilidade para a então jovem Martine.

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"Acho que a Olimpíada era uma coisa assim que 'Nossa, é uma coisa muito legal', mas eu não via a ponte pra eu fazer, realmente tentar as Olimpíadas até a gente conquistar uma medalha na vela feminina, através da Isabel e da Fernanda", conta Martine Grael em entrevista ao Yahoo Brasil.

No ano seguinte, as amigas Martine e Kahena, que velejavam desde cedo como rivais - mas parceiras fora da água -, conquistam a medalha de ouro na classe 420, que não faz parte do programa olímpico, no Mundial da Juventude. 

Após o título júnior, Grael resolveu fazer parceria com Isabel Swan, medalhista em Pequim, buscando vaga nas Olimpíadas de 2012, em Londres, na classe 470. Mas nem tudo era fácil, mesmo para alguém que cresceu dentro do esporte.  

"Quando você começa na vela olímpica é como se você tivesse começando tudo de novo. Você começa lá no fundo do poço e aí você que esteve acostumado a ganhar regatas e aí você entra na vela olímpica, você começa meio que do zero", relembra Martine. "Você começa chegando em último nas regatas de novo por que o nível é muito mais alto. Então eu acho que pra eu conseguir passar dessa etapa é que é o mais desafiador na vela."

Martine Grael e Kahena Kunze comemoram após ganhar medalha de ouro no iatismo, na classe 49 FX (Foto: Matthias Hangst/Getty Images)
Martine Grael e Kahena Kunze comemoram após ganhar medalha de ouro no iatismo, na classe 49 FX (Foto: Matthias Hangst/Getty Images)

Martine e Isabel foram derrotadas na seletiva olímpica pela antiga parceira de Isabel, Fernanda Oliveira, que naquela época velejava com Ana Barbachan. 

Depois do insucesso na busca pela vaga em Londres, Martine voltou a encontrar Kahena e a dupla se acertou rapidamente, conquistando a medalha de prata da classe 49er FX no Mundial de 2013. No ano seguinte, veio o ouro. 

O grande momento inesquecível, o ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, será assunto da próxima edição do Lendários, que vai ao ar na próxima terça (27).

A enciclopédia da vela em casa

O sobrenome de Martine não nega: ela vem da família mais tradicional do iatismo brasileiro, os Grael. Ela é filha de Torben, cinco vezes medalhista olímpico, e sobrinha de Lars, que tem duas medalhas nos Jogos. E é claro que isso ajuda. 

"Sempre ajudou mais do que atrapalhou. Ter uma enciclopédia da vela em casa é sempre muito bom", diaz Martine sobre a relação com o pai.

"Foram muitos conselhos, mas eu acho que o mais marcante foram as perguntas no momento certo. Eu lembro dele perguntar quando eu estava ainda na vela jovem se eu competia porque eu gostava de estar com os amigos, daquele ambiente, ou se eu gostava de competir", relembra a atleta de 30 anos. "'Não, realmente eu gosto muito de competir', eu lembro que foi a minha resposta. Depois dessas perguntas, você passa a olhar as coisas de uma maneira diferente".

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