Olimpíadas: Darlan Romani termina em quarto na final do arremesso de peso

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

Existe uma certa delicadeza nos movimentos que antecedem o arremesso dos 7,260kg. Darlan Romani, por exemplo, respira fundo, estica o braço esquerdo formando um ângulo de 90 graus com o tronco e apoia a bola calmamente no pescoço antes do giro explosivo e da potência no braço direito. Figura corpulenta, o brasileiro de Concórdia, Santa Catarina, é também um indivíduo suave. Em Tóquio, ele foi até onde pode. Terminou em quarto lugar, com arremesso de 21,88m.

— Os meninos estão de parabéns. Eles são bons também. Não tenho muito o que falar. Foi uma grande competição. Poderia ter arremessado mais alto. Agradeço à torcida de todos.

O pódio foi formado pelos mesmos três atletas que superaram Darlan no Mundial de Atletismo de 2019, em Doha, quando o brasileiro conseguiu ótimo arremesso, 22,53m, mas terminou em quarto, atrás de Ryan Crouser, Joe Kovacs e o neozelandês Tomas Walsh. No Qatar, Kovacs foi o campeão. Em Tóquio, o show foi todo de Crouser.

O americano com pinta de caminhoneiro de filme, de fato, transformou o Estádio Nacional em seu palco, desfilou velocidade no giro e força no arremesso para ganhar o ouro e quebrar o recorde olímpico da prova três vezes em seis arremessos executados. No fim, foi campeão com 23,30m. É definitivamente um dos grandes do esporte olímpico mundial hoje. Kovacs, segundo, alcançou 22,65m e Walsh, medalha de bronze, foi até os 22,47m.

Dificuldades

Soa repetitivo, na hora de enaltecer o caminho de um atleta até os Jogos Olímpicos, destacar a série de dificuldades que ele teve de superar. Mas tudo que Darlan Romani viveu no último ano o torna um caso especial, que exige a redundância.

Romani teve de lidar com tantos obstáculos desde o adiamento dos Jogos Olímpicos, ano passado, que enumerá-los acaba com os dedos de uma mão. Ele foi obrigado a treinar improvisadamente em casa, teve o condicionamento físico afetado depois de contrair a Covid-19, lidou com a angústia de ver a mãe e o irmão manifestar a doença de forma grave, passou por cirurgia de hérnia de disco e ainda por cima esteve impossibilitado de trabalhar presencialmente com seu técnico nesta temporada. Justo Navarro ficou preso em Cuba devido à quarentena no país para conter a disseminação do vírus.

— A pandemia mudou tudo para mim. Estava vindo muito bem, treinando. É difícil para mim, não tenho o que falar. Se eu dava 200%, vou dar a partir de agora 300% — afirmou.

Decepção

No mesmo turno de Darlan, os atletas dos revezamentos 4x100m do Brasil foram à pista do Estádio Nacional para tentar vagas na final olímpica. Ambos não conseguiram, ficaram pelo caminho. O feminino, formado por Bruna Farias, Ana Claudia Lemos, Vitória Rosa e Rosângela Santos, marcou o 11º tempo. Já o masculino, formado por Rodrigo Nascimento, Felipe Bardi, Derick Silva e Paulo André, ficou em 12ª de 16 equipes.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos