Oito fatos que podem marcar a final brasileira da Libertadores

·3 minuto de leitura

Uma pandemia a colocou em xeque, um europeu poderá reconquistar a América, um prêmio milionário e o Peixe a 90 minutos de se tornar o único brasileiro tetra. A final entre Santos e Palmeiras, neste sábado, no Maracanã, pode deixar várias marcas na história da Copa Libertadores da América.

- Vírus e estádios vazios -

A pandemia causou uma suspensão sem precedentes do torneio continental. No dia 12 de março, a Conmebol anunciou a paralisação da Libertadores devido à propagação da covid-19, que começava a atingir a América do Sul.

A essa altura, já haviam sido disputadas duas rodadas da fase de grupos com partidas memoráveis como o 0 a 0 no clássico de Porto Alegre entre Grêmio e Internacional, que terminou com oito expulsões, e a vitória do River Plate por 8 a 0 sobre o Binacional peruano.

A bola voltou a rolar no dia 15 de setembro, embora com as vibrantes torcidas sul-americanas longe das arquibancadas.

A final no Maracanã, no Rio de Janeiro, será sem público, embora a Conmebol avalie que haverá a presença de cerca de 5 mil pessoas, entre árbitros, jogadores, técnicos, auxiliares, dirigentes, equipe operacional, segurança, jornalistas, pessoas credenciadas pelos patrocinadores e convidados especiais.

- Terceira final brasileira -

O clássico paulista entre Santos e Palmeiras será a terceira final brasileira da Libertadores.

A primeira foi em 2005, quando o Athletico Paranaense e o São Paulo se enfrentaram, com vitória para o tricolor paulista.

A segunda foi na edição seguinte, em 2006, entre São Paulo e Internacional, com o triunfo do time gaúcho.

Há apenas um outro caso de final entre times do mesmo país: o superclássico argentino River-Boca, em 2018, que acabou sendo disputado em Madri. O River levantou a taça.

- Reconquista europeia? -

Se o Palmeiras vencer, o português Abel Ferreira se tornará o terceiro técnico europeu a conquistar o troféu continental.

Seu compatriota Jorge Jesus venceu pelo Flamengo na última edição.

O croata Mirko Jozic foi o primeiro, em 1991, com o chileno Colo Colo.

As outras 58 edições foram vencidas por treinadores sul-americanos.

- Pela segunda taça -

Cuca poderá entrar para um seleto grupo: a dos treze técnicos com dois ou mais títulos de Libertadores em sua galeria.

O treinador do Santos conquistou sua primeira 'Liberta' pelo Atlético Mineiro de Ronaldinho Gaúcho em 2013.

Quatro de seus compatriotas conseguiram essa façanha: Lula com o Santos de Pelé (1962 e 1963), Telê Santana com o São Paulo (1992 e 1993), Paulo Autuori com Cruzeiro (1997) e São Paulo (2005) e Luiz Felipe Scolari com Grêmio (1995) e Palmeiras (1999).

O técnico que mais venceu foi o argentino Carlos Bianchi: três com o Boca Juniors e uma com o Vélez Sarsfield.

- Prêmio recorde -

O vencedor da 61ª edição da Libertadores receberá 15 milhões de dólares, o valor mais alto da história da competição, afirmou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

O campeão receberá um total de 22 milhões, se somados os prêmios recebidos ao longo da competição.

- Transmissão histórica -

A final será transmitida para 191 países, um marco para o futebol sul-americano, segundo a Conmebol. A decisão também poderá ser assistida em voos comerciais e cruzeiros.

- Brasileiro tetracampeão? -

O Peixe pode se tornar o primeiro brasileiro tetracampeão da Libertadores. O Santos conquistou as edições de 1962, 1963 e 2011, e empatou com São Paulo e Grêmio como os maiores vencedores do Brasil.

Se vencer, ainda estará longe do maior vencedor, o argentino Independiente de Avellaneda, que tem sete títulos. Seguem atrás o Boca, com seis, e o Peñarol, do Uruguai, com cinco.

- Terceiro venezuelano -

A não ser que aconteça algum imprevisto, o camisa 10 santista, Yeferson Soteldo, será o terceiro venezuelano a disputar uma final de Libertadores. O habilidoso atacante de 23 anos, que também joga na seleção da Venezuela, é o titular absoluto da equipe de Cuca.

Soteldo vai gravar seu nome ao lado do goleiro Rafael Dudamel, vice-campeão pelo Deportivo Cali colombiano em 1999, e o meia Alejandro "El Lobo" Guerra, campeão pelo Atlético Nacional de Medellín em 2016.

raa/js/gfe/aam