O que você precisa saber para começar a segunda-feira

Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Militares estão preocupados com suposta violência que poderia ser incentivada pelo discurso de Lula; Luciano Huck nega ter emprestado avião ao petista, que estaria de olho na política econômica de Guedes para ataques a Bolsonaro.

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Veja aqui o que você precisa saber para começar a segunda-feira.

Militares preocupados com Lula

Em meio à libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após 580 dias de prisão, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) reuniu o comando militar na manhã desse sábado (9) a fim de avaliar o cenário. A avaliação entre os militares é que não há sinais de movimentos atípicos, ainda que haja a preocupação de que o discurso de Lula possa incitar a violência.

Renúncia de Evo Morales

Evo Morales renunciou ao cargo de presidente da Bolívia oficialmente em comunicado feito em rede nacional pela televisão. O país vive uma escalada de tensões políticas com manifestações nas ruas. O vice-presidente, Álvaro García Linera, também apresentou a renúncia.

Huck nega ter emprestado avião a Lula

Em uma série de vídeos postados como stories do Instagram, o apresentador Luciano Huck justificou que iria “esclarecer os fatos olho no olho” e negar que tenha emprestado o avião para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajar de Curitiba para São Paulo. “Eu não dei carona no avião para o Lula, eu não emprestei avião nenhum para o Lula, tá?”.

Moro: “Não respondo a criminosos”

No dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou com ataques ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ao ministro da Justiça, Sergio Moro, o ex-juiz federal foi ao Twitter para anunciar que terá uma postura mais comedida em relação às críticas do petista. "Aos que me pedem respostas a ofensas, esclareço: não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas", escreveu Moro, na rede social, ainda que sem citar Lula diretamente.

Veto a grávidas em ambientes insalubres

 O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve, em julgamento concluído na última sexta (8), o entendimento de que grávidas e lactantes não podem atuar em atividades insalubres, independentemente de laudo apresentado por médico de confiança. A confirmação ocorre alguns dias antes de a reforma trabalhista, que modificou essa regra, completar dois anos. Os ministros analisaram, em julgamento iniciado no dia 1º no plenário virtual, embargos declaratórios apresentados pela AGU (Advocacia-Geral da União). O recurso é utilizado quando uma das partes considera ter havido algum tipo de obscuridade na decisão.

Lula e o 'calcanhar de Aquiles' de Bolsonaro

O recado que saiu do palanque de São Bernardo do Campo (SP) é claro. Lula retoma a cena não apenas para contrapor o PT como alternativa política ao governo de Jair Bolsonaro (PSL), mas principalmente como opositor da agenda econômica -hoje uma espécie de pilar para a pouca estabilidade da gestão bolsonarista. Lula pôs fim ao que muitos chamam hoje de pensamento único na economia brasileira. Em menos de uma hora, fez mais críticas à política do ministro da Economia, Paulo Guedes, do que todos os economistas brasileiros juntos fizeram publicamente nos 11 meses de sua gestão -e ainda partiu para cima da figura pessoal do ministro.

Bancos privados e INSS

Apenas bancos privados venceram o leilão que transfere o direito de administração da folha de pagamento dos benefícios a serem concedidos entre 2020 e 2024. O anúncio foi feito nesse sábado (9) pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Com isso, o governo estima arrecadar R$ 24 bilhões em cinco anos. Essa foi a terceira venda do tipo. Até 2009, o governo pagava para que bancos operassem o repasse aos beneficiários, mas, desde então, começou a leiloar a folha, uma vez que os bancos podem oferecer serviços aos segurados do INSS e obter lucro com a operação.


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