O que salvar do Vasco contra o Goiás? Evolução vai exigir mais do time

Felippe Rocha
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O estilo do técnico Ricardo Sá Pinto é direto, franco. Tanto com os jogadores quanto com a imprensa. Como todo comandante, não expõe os comandados sem motivos, mas é possível perceber nos detalhes das declarações do português o que há de bom e o que há de problemático no Vasco atual. Isso mirando o Caracas, quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, e a sequência do Campeonato Brasileiro.

Após o empate com o Goiás, neste domingo, o treinador do Cruz-Maltino entendeu que o desgaste físico pesou e que o time mandante poderia ter tido melhor sorte. Mas quando questionado sobre quais pontos da atuação vascaína lhe agradaram, ele deu pequenas indicações.

Foram ouvidos termos como "organização ofensiva", "reação à perda", "paciência com a bola" e "posse no campo adversário". Tudo ressalvado pela dificuldade imposta pelo Esmeraldino e pela pouca capacidade física do Vasco para se manter regular ao longo da partida. De todo modo, as expressões destacadas acima se resumem em intensidade e qualidade.

E nisso o Vasco já vem pecando. Principalmente no que diz respeito à qualidade do que se faz para atacar, faz tempo que meio-campistas e atacantes não têm atuações minimamente satisfatórias. Neste domingo, por exemplo, não houve destaques individuais nos setores citados.

Mais cedo ou mais tarde as coisas vão ter que mudar para o Vasco. Seja taticamente, seja substituições de jogadores. O trabalho de Ricardo Sá Pinto ainda está no início, mas quarta-feira tem jogo eliminatório e domingo o adversário é o Palmeiras, novamente pelo Campeonato Brasileiro. O time precisa ser melhor, inegavelmente.