O que acontece com o departamento médico do São Paulo?

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Pablo já deixou de jogar por problemas nas panturrilhas, lesão no tornozelo e cisto na coluna (Erico Leonan/São Paulo)
Pablo já deixou de jogar por problemas nas panturrilhas, lesão no tornozelo e cisto na coluna (Erico Leonan/São Paulo)

Alexandre Pato, Pablo, Everton, Biro Biro, Rojas, Liziero, Toró, Hernanes... A lista de jogadores que estão ou passaram recentemente pelo departamento médico do São Paulo é das maiores do Brasil, para revolta dos torcedores. Não são poucos os que acham que o DM tricolor é um dos grandes culpados pela sequência ruim do time, que venceu apenas uma das sete últimas partidas no Brasileirão.

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O assunto tem causado enorme preocupação no presidente Leco, no diretor-executivo Raí e no gerente Alexandre Pássaro. Tanto que algumas mudanças foram realizadas recentemente. Tadeu Moreno, que cuidava do departamento médico na base, foi promovido ao profissional. Recentemente, também contratou-se um especialista em recuperação com ondas.

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O Blog conversou com um dirigente, um membro da comissão técnica e um jogador para descobrir por que o elenco do São Paulo apresenta tantas lesões, mesmo jogando muito menos do que os rivais. Eliminado nas fases iniciais de várias competições, o Tricolor tem só 44 jogos em 2019, contra 48 do Santos, 52 do Palmeiras e 58 do Corinthians.

Para começar, a cúpula são-paulina está convencida de que o excesso de contusões não é culpa do departamento médico, e sim do departamento físico e da comissão técnica. “O departamento médico só trata o jogador. Se ele se contunde, a culpa não pode ser do médico”, explica um diretor. “E todas as lesões por choque ou trauma são acidentais. Sem responsabilidade de ninguém”, acrescenta.

Porém, as seguidas contusões musculares, para a própria diretoria, podem estar associadas ao trabalho de dia a dia no campo, sob o comando dos preparadores físicos e do próprio treinador. Existe a impressão no CT da Barra Funda que a rotina de treinos de Cuca poderia ter alguma influência na longa lista de machucados.

O departamento médico acabou ficando extremamente exposto por causa de dois episódios. O primeiro, a contratação de Biro Biro no começo do ano. Com apenas duas partidas disputadas no primeiro semestre, ele teve o vínculo encerrado em junho e, semanas mais tarde, acabou tendo um problema cardíaco no Botafogo. A pergunta que ficou foi: como ninguém no São Paulo diagnosticou tal situação?

Ainda que sem intenção, Pablo também expôs os médicos são-paulinos. O atacante era tratado como dúvida para as partidas das semifinais e finais do Paulistão, mas não jogou em ambas. A alegação era de um problema na panturrilha direita. A esquerda também começou a doer. E somente depois diagnosticou-se um cisto na coluna, que irradiava dores nas duas panturrilhas, causando um longo período de ausência. Na volta aos campos, ele ainda sofreu uma lesão no ligamento do tornozelo direito.

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