O melhor e o pior das partidas da Semana 8 da NFL

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Aaron Jones e Jamaal Williams têm conseguido co-existir no ataque dos Packers (Quinn Harris/Getty Images)
Aaron Jones e Jamaal Williams têm conseguido co-existir no ataque dos Packers (Quinn Harris/Getty Images)

Por Matt Harmon (@MattHarmon_BYB)

Muita coisa pode acontecer em um único domingo na NFL, e é difícil se manter a par de tudo. Mais do que isso, é complicado definir o que devemos tratar como um sinal e o que devemos ignorar. A seguir, vou repassar tudo que aprendemos nesta semana e listar as cinco coisas da Semana 8 com as quais eu me importo, juntamente com cinco coisas diante das quais eu simplesmente não consigo reunir a energia emocional necessária para me importar. Uma boa notícia para você: Iremos fazer esse exercício após todos os domingos da temporada regular.

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5 coisas com as quais eu me importo

Tanto Jamaal Williams quanto Aaron Jones são importantes

Embora ele costumasse ser uma fonte de frustração para os que acreditavam em Aaron Jones, mesmo em meio a dificuldades, atualmente é raro ver alguém reclamando de Jamaal Williams. Isso não aconteceu porque Williams foi deixado de lado e substituído por Jones, mais explosivo do que ele. Na verdade, é o contrário. Williams tem um papel mais claro do que nunca juntamente com Jones no backfield, e as coisas estão indo muito bem.

Jones liderou o backfield com 13 corridas com a bola e 67 jardas, e jogou muito como receiver, com sete recepções e 159 jardas, marcando duas vezes em nove targets. Williams também chegou à end zone duas vezes, uma delas correndo com a bola e a outra ao receber um passe maravilhoso na red zone. Os dois running backs terminaram a partida com um número de toques em dois dígitos.

O grupo de wide receivers vem sofrendo com lesões e Jimmy Graham tem sido um fracasso na maioria dos seus jogos em 2019, o que fez com que Williams e Jones surgissem como peças indispensáveis no ataque. Não se trata de uma unidade com jogadas terrestres frustrantes ou previsíveis. Jones e Williams se desenvolveram até chegar a um ponto em que estão indo bem em todas as fases, e isso faz com que seja muito difícil segurá-los. A dupla está evoluindo, ao mesmo tempo.

Aaron Rodgers está em um momento incrível. Quando ele joga desse jeito, o ataque atinge um novo patamar. Isso faz com que todos os jogadores disponíveis se tornem opções reais, e os que estão no nível mais alto são escolhas semanais óbvias no Fantasy, sem pensar duas vezes. Hoje, está parecendo que Williams e Jones chegaram a este nível. Se você não quer jogar com running backs ao lado de Aaron Rodgers quando ele está no auge, fique à vontade.

O Green Bay está se tornando cada vez mais perigoso, semana após semana. O pass rush mostrou ser uma estratégia esmagadora para começar 2019. Nas últimas semanas, Rodgers esteve bem no ataque e seu jogo começou a fluir. Agora, o backfield parece estar pronto para oferecer um par de jogadores que fazem a diferença. Nenhuma alma da NFL quer ver a sua equipe do outro lado do campo contra os Packers.

O grande jogo de Miles Sanders

Aqueles que escolheram Miles Sanders no Fantasy estavam esperando por esse tipo de performance há muito tempo. O running back calouro foi bem-sucedido ao marcar recebendo passes e correndo com a bola de forma rápida contra uma defesa forte do Bills.

Escolhido entre a quinta e a sexta rodada do draft, até os menos otimistas em relação a Sanders provavelmente já estavam esperando que ele conseguisse um papel 1A no time a essa altura. Ele não chegou nem perto disso. Ao longo do último mês, Sanders desenvolveu um papel sólido como recebedor, com três ou mais recepções em quatro jogos seguidos. Isso também coincidiu com uma sequência de partidas com menos de dez corridas com a bola. Não há previsibilidade ou padrão nas suas atuações, apesar de alguns jogos com um ótimo desempenho este ano.

Nós ainda não temos evidências suficientes para dizer que a sequência atual é diferente destas ótimas performances isoladas, mas vale a pena se fazer essa pergunta pelo simples fato de que os Eagles precisam muito disso. Na edição deste artigo da semana passada, nós discutimos como o ataque do Philadelphia estava claramente perdido. O que eles estavam fazendo não estava funcionando; o que eles pensavam que eram era, na verdade, uma falsa identidade.

Buscando uma mudança, talvez a equipe se volte para o jogo terrestre. Parece que eles já evoluíram e estão usando seus dois tight ends com mais frequência, já que Dallas Goedert chegou à end zone pela segunda semana consecutiva. A proteção dos passes e as jogadas com os wide receivers não foram boas o suficiente para soltar Carson Wentz e deixar a bola voar. Sanders e Howard provavelmente vão continuar dividindo as jogadas em uma abordagem mais baseada na corrida, mas Sanders certamente traz um ânimo extra, algo que está faltando neste ataque há muito tempo.

Novamente, tudo isso é hipotético, e Sanders ter deixado a partida com uma lesão no ombro complica a situação. Os Bears são os adversários da próxima semana, e eles vêm de três derrotas consecutivas. Depois disso, os Eagles terão uma semana de folga e um embate contra os Patriots. Em seguida, partidas contra Seahawks, Dolphins, Giants e Washington trarão a possibilidade de uma sequência forte. Miles Sanders pode ter uma segunda metade da temporada muito melhor do que a primeira.

A participação de Darrell Henderson

Darrell Henderson não foi a estrela de Los Angeles no último domingo. Este título deve ser dado a Cooper Kupp e suas 220 jardas. No entanto, ele liderou o backfield com 13 toques e um total de 69 jardas. Ele liderou a equipe em corridas com a bola e alvo de três passes, em comparação com um por Todd Gurley.

Em algum momento, Henderson terá um papel importante nesta linha ofensiva. Ele é claramente explosivo e mostrou aos Rams, mais uma vez, que tem valor. Parece que os Rams podem ficar sem Brandin Cooks por bastante tempo depois de ter sofrido outra concussão. Na sua ausência, o running back calouro, rápido e difícil de alcançar, pode ser uma boa escolha.

Os Rams ainda precisam de respostas no ataque. Eles conseguiram duas vitórias de respeito e números expressivos no ataque contra as defesas terríveis do Atlanta e do Cincinnati. No entanto, ninguém seria capaz de dizer que eles resolveram os seus problemas. A equipe ainda está evoluindo rumo ao que vai ser, no momento em que realmente precisar se esforçar para ficar com uma vaga para os playoffs em uma divisão difícil. Henderson precisa fazer parte desse processo.

Não há apenas uma verdade em Tennessee

Quando chegou à liga, Corey Davis foi a quinta escolha geral do draft. Há uma pequena parte da população do futebol americano que ainda o vê sob esta ótica. Ao longo das últimas três temporadas, foi comum ouvir deste público que Davis estava lidando com jogadas ruins de quarterbacks fracos, e que isso o impediu de mostrar todo o seu potencial.

Não há como negar isso. No entanto, algo que costuma ser ignorado nas discussões relacionadas ao futebol americano é que é possível ter mais de uma resposta certa. Eu costumo lembrar as pessoas no Twitter de que as duas coisas podem ser verdadeiras.

Davis realmente teve que lidar com pouca inspiração de Marcus Mariota, que está longe de ser um passador completo. Apesar disso, também é verdade que, ao longo dos anos, Davis tem sido um wide receiver mediano. Não faria sentido dizer que ele é um mau jogador. Ele consegue fazer grandes jogadas e tem boas mãos em espaços apertados. É bom tê-lo na equipe, mas ele não ofereceu nada que chegasse perto do esperado para um jogador que prometia tanto no draft, mesmo quando isolamos o seu jogo do desempenho do quarterback.

Vimos algumas evidências que reforçam esta porção da equação quando ele completou duas recepções para nove jardas em seis tentativas na Semana 8. Ele fez isso em um matchup incrível contra o Tampa Bay, com uma situação de quarterback comprovadamente melhor. Ryan Tannehill passou para três touchdowns na Semana 8 e, mais importante do que isso, manteve o ataque em movimento.

Ele definitivamente não compensou como uma escolha de primeira rodada do draft e não deve ser considerado uma solução futura para o Tennessee Titans, mas Tannehill é um quarterback sólido. A sua atuação como titular foi uma lembrança boa de que os Titans têm diversos jogadores interessantes em skill positions. O problema de Davis é que ele ainda não foi capaz de se destacar de forma significativa em meio a todos eles.

O novo calcanhar de Aquiles dos Texans

Parecia que os Texans iam conseguir dar um suspiro de alívio. A chegada de Laremy Tunsil e de um grupo de calouros não fez com que eles se tornassem uma das melhores linhas ofensivas da liga, longe disso, mas não são mais o desastre que já foram em temporadas anteriores. Infelizmente, embora eles tenham superado aquele calcanhar de Aquiles, surgiu outro.

A secundária está começando a se transformar em um problema enorme em Houston. A equipe estava tão desesperada para obter ajuda que a enxergaram em Gareon Conley, antiga escolha da primeira rodada do draft. Os Raiders estavam tão ansiosos para despachar Conley que o enviaram à equipe que iriam enfrentar na Semana 8. O Oakland não perdeu tempo.

Derek Carr estava tendo um bom ano, mas na maior parte do tempo estava apenas preenchendo suas estatísticas sem grandes planos. Não contra o Houston. Carr conseguiu anotar 9,5 jardas por tentativa de passe e deu passe para três touchdowns diante dos buracos constantes que surgiram na secundária de Houston.

Está começando a parecer que o Houston está se transformando em uma das piores unidades de backend da liga. É improvável que isso melhore agora que J.J. Watt está fora da temporada com uma distensão do músculo peitoral. Gardner Minshew e os Jaguars serão os adversários deste time fragmentado na Semana 9.

5 coisas com as quais eu não me importo

Tevin Coleman foi o grande destaque da vitória dos Niners contra os 49ers (Michael Zagaris/San Francisco 49ers/Getty Images)
Tevin Coleman foi o grande destaque da vitória dos Niners contra os 49ers (Michael Zagaris/San Francisco 49ers/Getty Images)

Os concorrentes de Tevin Coleman

O desempenho explosivo de Tevin Coleman contra os Panthers fez com que ele chegasse à end zone incríveis quatro vezes, três pelo chão e outra pelo ar. Ele foi a arma usada repetidamente pelo 49ers contra uma defesa dos Panthers que é muito melhor impedindo o passe do que freando a corrida.

Mesmo assim, Coleman teve o mesmo número de corridas com a bola de Matt Breida e cedeu jogadas para Raheem Mostert, que encontrou a end zone e correu por 60 jardas no final do jogo. Coleman recebeu apenas duas bolas, as duas únicas que foram lançadas na sua direção no domingo.

Ainda assim, não vamos sair da Semana 8 preocupados demais com o que está acontecendo ao redor de Coleman em seu backfield. Sempre há algo interessante nas estatísticas de Coleman em todos os jogos desde que ele voltou de uma lesão sofrida no começo da temporada. Ele marcou na sua primeira partida de volta e teve 20 oportunidades nas duas partidas seguintes. O fato de ter sido tão acionado nos deu indícios de que uma semana vitoriosa no Fantasy poderia estar próxima, especialmente considerando o time pelo qual ele está jogando em 2019.

Coleman lidera o backfield de uma equipe com uma das melhores defesas da NFL. Chegou a hora de parar de tentar criar desculpas para explicar por que eles estão dominando e aceitar que eles simplesmente estão sendo dominantes. A chegada de Nick Bosa não trouxe apenas um atleta de elite por si só, mas também um que tira o melhor de todos que estão ao seu redor. Com o aumento da atenção da defesa, jogadores como Arik Armstead – que foi uma ameaça constante contra o Carolina – estão tendo oportunidades melhores.

Com uma defesa como essa, deixando o 49ers constantemente em um placar positivo, o jogo terrestre vai continuar a ser o foco do ataque do São Francisco. Coleman é o líder do backfield, nascido do esquema de jogo mais criativo e difícil de parar da liga, que tem Kyle Shanahan como maestro. Não se pode pedir muito mais de um ecossistema perfeito para um running back que só melhora.

O que aconteceu com o backfield dos Lions na Semana 8

Os jogadores de Fantasy explodiram em lágrimas no Twitter enquanto suas expectativas se transformavam em poeira. Ty Johnson foi uma das escolhas mais populares da semana após Kerryon Johnson ter entrado na lista de lesionados. Ainda assim, Tra Carson foi quem teve a primeira chance de liderar o backfield.

Carson não apenas começou jogando, mas liderou o caminho com 12 corridas com a bola e 34 jardas. Johnson contribuiu com sete por 25, e liderou o backfield como o alvo de quatro jogadas. Foi altamente frustrante, mas com toda a honestidade, você não deve se preocupar muito com isso.

Para começar, a aposta em Johnson como running back era incerta. Sim, eu fiz essa aposta; falei sobre ele em um vídeo e o adicionei ao meu próprio time. No entanto, esta não foi uma situação do estilo de Alexander Mattison. Havia alguns indicadores de que Ty substituiria Kerryon como o principal corredor. Ty tinha 10 corridas com a bola e quatro recepções em quatro tentativas. Foi apenas um jogo, um ajuste realizado devido a uma circunstância imprevista. Não foi o tipo de situação que garantia que ele seria o titular certo, como poderia ter sido no caso de um jogador exigindo um investimento alto, como Mattison.

Mesmo assim, você precisava fazer aquela aposta. Valia a pena correr o risco, mas não deu certo. Paciência.

Honestamente, os Lions podem ter feito um favor a você. Detroit começou a acabar lentamente com as suas esperanças de adquirir um jogador titular no Fantasy com Ty Johnson ao colocar Tra Carson na frente dele, em vez de simplesmente derrubá-lo sem nenhum aviso ao trocá-lo por alguém de maior destaque nesta semana. Essa é a minha previsão.

Qualquer coisa que os Bears falarem sobre Mitchell Trubisky

Depois do jogo Matt Nagy disse que não pensou na possibilidade de correr ou lançar a bola quando decidiu fazer Mitchell Trubisky ajoelhar para garantir o field goal que poderia vencer a partida. O chute acabou não entrando e os Bears perderam por um ponto.

O fato dele não ter pensado, diz tudo. Mitchell Trubisky estava seguindo rumo a outro dia repleto de erros brutais incluindo dois turnovers. Já estamos acostumados. No entanto, ele liderou os Bears rumo à end zone no que poderia ser a jogada da vitória. É inegável que ele estava em um bom momento.

Se você tem um pouco de fé no seu quarterback, pelo menos lhe dará a chance de tentar o touchdown. Você não joga com medo. Nagy tomou uma decisão que mostrou o quanto ele estava aterrorizado pela possibilidade de que seu quarterback fizesse uma bobagem. Por esta razão, nada que os Bears disserem sobre Trubisky pode ser levado a sério. Esta era já acabou.

O baixo volume de jogadas envolvendo DK Metcalf

Não há dúvida de que muito será falado sobre o fato de DK Metcalf ter marcado mesmo sendo acionado apenas cinco vezes. Nós fazemos isso o tempo todo com os receivers do Seahawks. É como se precisássemos de um lembrete constante de que Russell Wilson é tão eficiente que seus receivers não precisam de níveis tradicionais de volume de jogadas para produzir.

O que é ainda mais importante é que o acionamento de Metcalf anunciou um jogo com vários touchdowns como este. As coisas poderiam ter acontecido de algumas maneiras diferentes. Ele é uma forte ameaça. Apesar do histórico de Tyler Lockett no jogo vertical, Metcalf lidera a equipe com 622 jardas aéreas. Ele é o principal alvo em posição de marcar. Antes da rodada dessa semana, Metcalf estava no Top 10 da liga com 10 aparições na red zone.

DK Metcalf jogando pelos Seahawks. Crédito: Dale Zanine-USA TODAY Sports
DK Metcalf jogando pelos Seahawks. Crédito: Dale Zanine-USA TODAY Sports

Seu problema era a conversão. Antes da Semana 8, ele ainda não havia conseguido converter as jogadas dentro da linha de 20 jardas. No domingo, ele fez isso duas vezes. Mais resultados positivos podem estar no seu caminho, e ele não precisará ser acionado com mais frequência para conquistá-los enquanto continuar sendo buscado em momentos cruciais na red zone.

Metcalf tem jogado bem. Até o momento, em sua jovem carreira, ele ofereceu aos Seahawks nível de receiver titular. A forma como o Seattle está decidindo usá-lo neste momento mostra que ele pode fazer ainda mais do que isso. Você pode apostar que a equipe está certa.

A mão quente

Depois que publiquei na minha coluna se deveria haver debate algum em Carolina a respeito de voltar ou não a usar Cam Newton quando ele estiver saudável, alguns usuários do Twitter insistiram: “Você não pode rejeitar a mão quente”. O que isso significa? É claro que eu entendo o conceito, mas isso não adiciona nenhum valor à discussão.

O que é importante lembrar sobre essa ideia mística da “mão quente” é que ela pode evaporar a qualquer momento. A mão pode congelar sem aviso prévio, de uma hora para a outra.

Foi exatamente o que aconteceu com os Panthers no domingo, quando Kyle Allen liderou o ataque em uma performance desastrosa que terminou em uma derrota de 51 a 13 contra o feroz 49ers. A sequência de vitórias e de “mão quente” do quarterback chegou ao fim.

Onde os Panthers estão? No mesmo lugar em que estavam antes da Semana 8. Eles têm um quarterback reserva que está no centro das atenções e provou ser capaz de fazer muito mais do que simplesmente manter o navio flutuando enquanto a equipe espera seu maior ídolo se recuperar. Allen merece todos os elogios do mundo pelo que fez ao longo das últimas semanas. Ele tem um futuro brilhante na liga. Embora tudo isso seja verdade, este é o time de Cam Newton. Sempre foi e sempre será até ele decidir ir embora ou até o seu corpo desistir dele de vez.

Quando Cam Newton estiver pronto, ele será o quarterback titular do Carolina Panthers. A performance de Allen no domingo foi uma lembrança de que o telhado deste ataque bem construído é mais alto com Newton. Foram muitas as jogadas em que o quarterback dos Panthers deixou carne no osso por não estar esperando a pressão ou ao errar lançamentos por poucos centímetros. Com o ex-MVP no time, a margem para cometer erros fica maior.

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