O melhor e o pior das partidas da Semana 12 da NFL

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Jimmy Garoppolo fez uma de suas melhores atuações da temporada contra os Packers (Ezra Shaw/Getty Images)
Jimmy Garoppolo fez uma de suas melhores atuações da temporada contra os Packers (Ezra Shaw/Getty Images)

Muita coisa pode acontecer em um único domingo na NFL, e é difícil ficar a par de tudo. Além disso, é complicado definir o que devemos ver como um sinal e o que devemos ignorar. A seguir, vou repassar tudo que aprendemos nesta semana e listar as cinco coisas da Semana 12 com as quais eu me importo, juntamente com cinco coisas diante das quais eu simplesmente não consigo reunir a energia emocional necessária para me importar. Uma boa notícia para você: Iremos fazer esse exercício após todos os domingos da temporada regular.

5 coisas com as quais eu me importo

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Não podemos mais dizer que Jimmy Garoppolo é um problema

Ao analisar as maiores forças do San Francisco 49ers, o jogo aéreo e as jogadas do quarterback podem não ser incluídos no Top 5. No entanto, Jimmy Garoppolo está longe de ser um problema, ainda que muitos acreditem nisso.

Nós não tivemos a oportunidade de assistir ao quarterback extremamente bem pago jogando com um elenco completo muitas vezes nesta temporada. Os 49ers não são uma estação de batalha totalmente operante no ataque, mas puderam tirar proveito do seu trio de recebedores de passes. A estrela George Kittle, o impressionante calouro Deebo Samuel e o receiver veterano Emmanuel Sanders jogaram, apesar de algumas lesões recentes. Este é um grande avanço em relação aos jogadores que estavam disponíveis no começo da temporada.

O resultado foi um desempenho incrivelmente eficiente de Garoppolo. Ele acumulou 253 jardas em apenas 20 lançamentos. Foram 12,7 jardas por tentativa com um passer rating de 145,8.

Os incrédulos serão rápidos ao mencionar que boa parte da sua produção veio de um passe acompanhado de uma corrida de 42 jardas que culminou em um touchdown de Samuel, e da bomba de 61 jardas quando Kittle marcou o seu. Mas é exatamente isso. O ataque finalmente tem as peças que podem fazer jogadas para o quarterback. O sistema de Kyle Shanahan é desenhado para facilitar a vida do jogador que está no centro com uma série de boas recepções e posicionamentos. O brilho extra surge quando você tem jogadores na ponta da recepção capazes de adicionar valor às jogadas.

Ficou claro que os 49ers podem contar com esse brilho e que Garoppolo está liderando o sistema de forma irretocável. Após uma virada corajosa contra os Cardinals, quando o ataque estava fora de ritmo, vimos o quarterback mostrar quão letal a equipe é quando tudo está no lugar. Os 49ers não têm mais um problema em seu jogo de passes.

Se, por alguma razão, a NFC ainda não estava com medo, pode começar a ficar.

DJ Moore é um dos melhores receivers em atividade

O debate sobre os wide receivers dos Panthers ficou tolo rapidamente durante a offseason. É como se fosse impossível não gostar dos dois jogadores, mesmo se você fosse um apreciador do talento de Curtis Samuels, como eu. Mas não vamos falar disso, vamos viver no presente.

DJ Moore está tendo uma temporada fantástica. Não é preciso justificar esta frase. As suas habilidades como um especialista em rotas curtas combinam perfeitamente com Kyle Allen. O quarterback reserva dos Panthers vê o tempo passar voando, tem dificuldade para lidar com a pressão, e isso aumenta o foco em opções de passes mais curtos, como Moore. Gostei muito da escolha de Moore para Carolina alguns anos atrás porque ele é o criador perfeito de recepções fáceis. Poucos quarterbacks precisavam disso mais do que Cam Newton. Kyle Allen, que o substituiu devido a uma lesão, está colhendo os benefícios.

Moore também tem outras forças que ficaram evidentes em seu desempenho como calouro, mesmo que tenha tido dificuldade como corredor de rotas. Ele é um bom criador de jogadas e funciona bem em espaços apertados. Estas duas habilidades se destacaram quando ele acumulou 126 jardas e dois touchdowns em nove alvos contra o New Orleans. Ele fez tudo isso mesmo com algumas lesões na semana 12. Moore é uma verdadeira estrela do Fantasy, e um jogador cada vez mais confiável para o Carolina.

Browns simplificam seu jogo

A transmissão da partida teve uma informação importante durante o jogo da vitória dos Browns sobre o Miami, o que ajudou a explicar o início da temporada do Cleveland. Para resumir, Baker Mayfield disse que, no começo, estava focado demais em satisfazer seus receivers e ter certeza de que eles estavam sendo usados, em vez de agir de acordo com o que a defesa lhe permitia fazer. Isso o levou a cometer erros e a tumultuar o jogo de passes com opções demais.

Ficou claro durante a vitória sobre a equipe muito inferior do Miami que o ataque ofensivo dos Browns está começando a se entender. Eles estão simplificando as coisas e, mais importante do que isso, cortando as sobras.

Nos primeiros meses da temporada, vimos jogadores como Antonio Callaway, Demetrius Harris e Dontrell Hilliard com uma frequência excessiva.

Isso acabou.

Na Semana 12, nenhum outro running back tocou na bola além de Nick Chubb e Kareem Hunt. No jogo de passes, Odell Beckham Jr. e Jarvis Landry foram o alvo de 21 jogadas. Os backs, juntos, somaram sete jogadas. Ninguém mais passou de duas jogadas. Os Browns têm bons jogadores, isso nunca foi questionado. Estamos apenas vendo seus atletas sendo usados da maneira apropriada, finalmente.

Os resultados são inegáveis. O Cleveland conseguiu três vitórias seguidas e Mayfield teve um passer rating de 104,3 nesta sequência. Podemos terminar o ano com um Browns muito mais próximo do que esperávamos para a temporada de 2019.

A defesa dos Falcons

Você poderia apontar causas legítimas para a reviravolta defensiva dos Falcons após sua folga. Com Dan Quinn transferindo o seu poder de ditar jogadas aos seus assistentes, e especialmente com o retorno de Raheem Morris à coordenação defensiva, era justo questionar se esta unidade havia chegado a um ponto de virada após vencer os Saints e os Panthers.

No entanto, a derrota do Atlanta para seu terceiro rival da NFC South alimenta a ideia de que aquelas duas semanas foram apenas uma ocorrência aleatória. Não, você não vai ganhar crédito por parar Jameis Winston duas vezes. O lançador mais generoso da liga sempre vai encontrar uma forma de lhe dar uma chance em algumas jogadas. Depois que Winston se acertou após aquelas duas jogadas iniciais, ele acabou com a defesa dos Falcons. O Atlanta não conseguiu sacá-lo nenhuma vez.

Os Falcons nunca iam chegar aos playoffs. O que a defesa nos mostrou, não apenas durante toda esta temporada, mas ao longo da maior parte da era Dan Quinn, é muito mais importante do que aquelas duas partidas surpreendentemente vitoriosas. O Atlanta vai precisar passar por uma reformulação completa durante a offseason, e vai continuar apresentando uma defesa fácil de vencer até o final de 2019.

Os Raiders não encontraram um bom Plano B

Você pode dizer que o jogo foi uma armadilha, mas isso não faria sentido considerando a posição atual dos Jets. Falaremos disso mais à frente. Independentemente de como você quiser rotular a situação, a atuação dos Raiders despertou a preocupação de todos.

O Oakland ia jogar contra a melhor defesa de jogo terrestre da NFL, pelo menos considerando o número de jardas por corrida sofridas na temporada. Eles são um ataque construído ao redor dos esforços de seu incrível running back calouro, um dos melhores corredores puros em atividade no momento. Josh Jacobs acabou saindo da partida conforme os Raiders foram ficando para trás, e terminou com apenas 10 carregadas, seu menor número da temporada. Nenhuma outra parte do ataque veio salvar a equipe.

Derek Carr tem jogado um futebol extremamente eficiente a longo desta temporada, especialmente na sequência de 4-2 dos Raiders desde outubro até esta semana. O problema é que boa parte desse bom desempenho ocorreu com o time jogando em uma determinada estrutura e seguindo um roteiro específico. Quando as coisas saíram desse roteiro na Semana 12, Carr teve um desempenho terrível com uma média de 4,7 jardas por tentativa. Todos os participantes do jogo de passes afundaram, independentemente do volume de jogo de jogadores como Hunter Renfrow, Tyrell Williams e Darren Waller antes desta partida.

Na próxima semana, os Raiders têm um jogo contra os Chiefs em Kansas City que pode abalar a sua estrutura novamente. Depois disso, não há oponentes formidáveis no calendário, dependendo da sua opinião sobre os Titans. Os Raiders ainda podem conseguir chegar aos playoffs, mas se quiserem sair desta temporada com algo além de tapinhas nas costas por superar as expectativas, eles precisam de um bom Plano B para quando as coisas saem do roteiro.

5 coisas com as quais eu não me importo

Packers entram em pânico

Os Packers foram massacrados na Semana 12. Já era previsto. Os gestores do Fantasy e os analistas da NFL na vida real não devem entrar em pânico com o resultado.

Para os apreciadores do Fantasy, o volume dos Packers se manteve focado em seus jogadores principais. Davante Adams chegou a end zone pela primeira vez na temporada e foi o alvo de 12 jogadas. Aaron Jones e Jamaal Williams não inundaram a folha de estatísticas, mas juntos somaram 31 toques. Os Packers saíram do roteiro e acabaram dominados pela defesa intensa dos 49ers. Aaron Rodgers ficou em uma posição difícil, e a situação só piorou ao longo da noite. Não esperamos que a sua marca de 3,2 jardas por tentativa se repita no futuro.

Os Packers têm grandes defeitos. Uma defesa que parecia estar ressurgindo se transformou em fraqueza. Os 49ers encontraram enormes janelas abertas para seus passes com muita frequência na Semana 12.

O Green Bay pode carregar estas falhas consigo no restante de 2019 e, mesmo assim, fazer barulho na NFC. Com uma campanha de 8-3, eles ainda estão em primeiro lugar na sua divisão. Os pontos fortes de seus jogadores ainda podem ajudá-los a derrotar equipes de qualidade quando tudo dá certo. Os 49ers despiram muitos times neste ano. Na Semana 12, eles fizeram isso e conseguiram uma vitória de qualidade contra um bom oponente. Não precisamos tratar esta atuação como mais do que isso.

Opiniões unilaterais sobre Carson Wentz

Carson Wentz é a mais recente história com dois lados da NFL, um tipo de explicação que costuma ser ignorado no mundo do futebol americano. Visões unilaterais sobre o que há de errado com o Philadelphia no momento devem ser ignoradas.

O elenco de apoio do Philadelphia está inutilizado. Não há como negar esse ponto. Um grupo de receivers composto por Greg Ward Jr., Jordan Matthews e o calouro J.J. Arcega-Whiteside simplesmente não tem o calibre necessário para a NFL. Os tight ends e os running backs pegaram 22 passes de Wentz no domingo. As lesões afundaram esta equipe até um ponto em que não há mais como salvá-la.

A falta de wide receivers é, sem dúvida, parte da razão pela qual Wentz vem apresentando um desempenho tão desastroso. Em cada uma das últimas duas partidas, ele terminou com menos de 5,8 jardas por tentativa e um passer rating inferior a 76. Ele não faz lançamentos para mais de um touchdown em um mesmo jogo desde 13 de outubro. De novo, sabemos que ele não está tendo ajuda de seus wide receivers, mas Wentz merece parte da culpa pela situação atual.

Nas últimas duas partidas, Wentz sofreu com a falta de precisão e deu alguns passes completamente fora do alvo, sinais perturbadores que vêm se acumulando durante toda a temporada de um quarterback que não se sente mais confortável operando sob pressão. O contraste de vê-lo no mesmo campo que Russell Wilson, mestre renomado da NFL nesta última habilidade, foi intenso.

Não importa o que você diga, este time precisa desesperadamente da offseason. O ataque dos Eagles precisa passar por uma transformação.

Foi interessante ver o contraste de Carson Wentz no mesmo campo que Russell Wilson, que sempre parece estar confortável no pocket mesmo quando o caos reina ao seu redor. Crédito: Eric Hartline-USA TODAY Sports
Foi interessante ver o contraste de Carson Wentz no mesmo campo que Russell Wilson, que sempre parece estar confortável no pocket mesmo quando o caos reina ao seu redor. Crédito: Eric Hartline-USA TODAY Sports

Sam Darnold e os Jets

A derrota monumental sofrida pelos Jets e por Sam Darnold algumas semanas atrás contra o Patriots ficou marcada na memória das pessoas. A lembrança ficou ainda mais vívida pela linha defensiva, que parecia estar “caçando fantasmas”, e pelo desempenho da equipe na semana seguinte, quando o quarterback desperdiçou outras chances e os Jets saíram derrotados novamente. No entanto, Darnold tem jogado bem nesta temporada.

Desde a derrota para os Jaguars, Sam Darnold está com uma média de 274 jardas de passe por jogo, com um índice de 8 touchdowns para cada duas interceptações. Os Jets estão com uma campanha 4-1 neste período. Não se esqueça de que a sua primeira atuação após retornar do afastamento por mononucleose e antes daquele pesadelo do Monday Night Football foi uma vitória eficiente contra os Cowboys.

Os Jets marcaram 34 pontos em três partidas seguidas. Faz tempo que a temporada terminou para a franquia de Nova Iorque, mas eles estão acumulando sinais positivos do seu jovem quarterback. É disso que eles precisam para entrar em 2020. Agora, no presente, precisamos ajustar as expectativas de equipes prestes a enfrentar os Jets, já que seus dias como saco de pancadas da liga parecem ter terminado.

O fracasso de Courtland Sutton

Apesar de DeVante Parker ter tido uma atuação sólida contra a secundária dos Bills, sabemos que se trata de um dos backends mais ferozes da liga. O cornerback Tre'Davious White continua sendo um dos melhores em atividade. O fato de que Courtland Sutton foi impedido de jogar não é nenhuma vergonha.

O receiver dos Broncos terminou o jogo de domingo com apenas uma recepção, apesar de ter sido o alvo de oito lançamentos. No entanto, ele segue rumo a uma ótima segunda temporada na NFL. Sutton já acumulou 800 jardas no ano.

A realidade é que, apesar de Joe Flacco deixar muito a desejar, jogar com Brandon Allen é um problema para o piso da produção semanal de Sutton. O quarterback completou menos de 50% dos seus passes por duas semanas seguidas. Isso é simplesmente inaceitável. Um desses jogos teve grandes jogadas de Sutton e um esforço de mais de 100 jardas. O teto está intacto com esse tipo de jogador, mas o piso foi removido.

A verdadeira questão é que tipo de lançador Drew Lock será para Sutton. Não há dúvida de que vamos vê-lo em breve.

Jaylen Samuels vira pó

Pessoas ainda confiavam em Jaylen Samuels? Que pena. Sim, a partida contra os Bengals foi intensa, especialmente com James Conner fora. No entanto, Samuels provou mais uma vez que não pode ser uma peça fundamental no jogo terrestre da equipe. Ele simplesmente não tem essa capacidade. Com apenas cinco toques na Semana 12, sua atuação foi o último prego em seu caixão.

Se você acha que há como defendê-lo, poderia argumentar que a equipe decidiu que a presença de Samuels no campo alimenta o desejo insaciável de Mason Rudolph de fazer o passe para o running back pressionado no último momento. Ao remover a tentação de jogar a bola para o jogador híbrido, o time pode acabar com as potenciais linhas sem significado de recebimento que Samuels ofereceu em alguns momentos da temporada, como na linha 13-73 contra os Colts e na 8-57 na partida anterior contra os Bengals.

Esses tipos de atuações não fazem nada além de estagnar o ataque. Rudolph já faz isso sozinho. Remover Samuels a favor de um verdadeiro running back foi a melhor escolha para tentar se livrar da camada extra.

Isso acabou não importando porque Rudolph não deu outra escolha à equipe além de dispensá-lo. Esta alteração muda a cara do ataque, já que Devlin Hodges é capaz de manter as coisas dentro do cronograma. Assim, a Semana 12 nos trouxe outra ótima atuação de Benny Snell. Ele terminou com 21 corridas com a bola para 98 jardas em sua primeira partida completa desde a vitória contra os Chargers na última vez em que Hodges foi titular. Não vou mais duvidar de Snell. Ele se encaixa bem em um time que quer ter um jogo terrestre poderoso e tem a defesa necessária para conseguir fazer isso.

Matt Harmon

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