O luxo do luxo: por que a Copa do Mundo do Catar esbanja ostentação

A Copa do Catar tem chamado a atenção dos brasileiros não só pelos jogos, mas também pelo luxo do país. Estádios, instalações, hotéis, boates e passeios turísticos são alguns dos inúmeros atrativos luxuosos do país-sede. Até os vagões do metrô da capital Doha viraram motivo de comentário entre os torcedores de diversos países.

"Parece um avião, mas é um metrô. A linha verde do metrô do Catar é impecável", escreveu o jornalista argentino Diego Bautista.

Fato é que o valor gasto pelo país para receber o evento já era o aviso do que estava por vir: mais de R$ 1 trilhão, segundo levantamento feito pela revista Forbes. O último país a receber uma Copa, a Rússia, gastou “apenas” R$ 61,8 bilhões para sediar o torneio em 2018, cerca de 20 vezes menos que o Catar.

O dinheiro foi usado na construção de sete novos estádios, uma rede de metrô conectando as arenas, um novo aeroporto, além de hospitais, hotéis e shoppings. O Villaggio Mall, shopping erguido ao lado do Estádio Internacional Khalifa, em Doha, é um deles. Ele é uma tentativa de recriação da cidade italiana de Veneza, com canais e até mesmo passeios de gôndolas que cruzam os corredores cheios de lojas de grifes como Burberry, Prada, Valentino, Givenchy e Miu Miu, por exemplo.

Outro ponto crucial para se entender esse clima de ostentação é a família real do país, a dinastia dos Al Thani, que é a terceira mais rica do mundo, superando inclusive a família real britânica. Só o sheik, monarca mais jovem do mundo, acumula US$ 2 bilhões. Ao lado dos cerca de 8 mil membros da família, a riqueza coletiva dos Al Thani se eleva para US$ 335 bilhões.

Para os turistas que se encantarem tanto a ponto de quererem se tornar moradores do Catar, vale ter em mente que não são todas as regiões do país que aceitam imigrantes. Uma mansão de quase 6.500 metros quadrados avaliada em mais de R$ 100 milhões, por exemplo, é um dos luxos inalcançáveis para quem almeja emigrar para o Catar, não pelo valor altíssimo, mas sim por essa questão da restrição geográfica. Muraykh, Doha, onde a mansão fica localizada, é uma dessas áreas.

Quem “se contenta” com os passeios e experiências temporárias durante a Copa, tem inúmeras opções para aproveitar a riqueza do país e esbanjar ostentação nas redes sociais para além dos jogos. Neste último fim de semana, por exemplo, Belle Silva, mulher do jogador Thiago Silva, curtiu um dia em um “Beach Club” em Doha, o badalado “B12”. O valor para entrar no clube à beira mar é de aproximadamente R$ 300. Eles têm DJs que garantem um clima constante de festa.