O Internacional vai ser hepta do Gauchão?

O Internacional tenta repetir algo que não acontece desde 1975. Na ocasião, o Colorado venceu sete vezes consecutivas o estadual. Em 1968, o Grêmio já havia realizado o feito. Nesta temporada, o time de Antônio Carlos Zago pode repetir a equipe que tinha Falcão, Figueroa, Carpegiani e Valdomiro, conquistando o título e se aproximando do recorde, o octacampeonato conquistado em 76.

Na história, são 45 títulos do Inter, contra 36 do Tricolor, o maior rival. O Novo Hamburgo foi vice-campeão em 1942, 1947, 1949, 1950 e 1952. O time foi o líder absoluto da primeira fase do Gauchão, com 23 pontos conquistados em 11 partidas. Foram sete vitórias, dois empates e duas derrotas. 19 gols marcados e nove sofridos.

Miler Bolanos Gremio Novo Hamburgo Gaucho 16042017

(Foto: Getty Images)

No próximo domingo (26), a final do Campeonato Gaúcho, disputada em duas partidas, dará ao Noia o primeiro título de sua história ou o sétimo seguido ao Inter. Goal analisa os pontos fortes e fracos de cada um dos finalistas do estadual.

O Novo Hamburgo

Apostando no contra-ataque e em experientes jogadores, o Noia gasta incríveis R$ 150 mil mensais (as de Grêmio e Inter se aproximam dos R$ 7 milhões cada uma). Como contou, em entrevista no mês passado, o técnico Beto Campos, encontrou o equilíbrio necessário no time.

"Assumi o time em dezembro passado, mais exatamente no dia 13, e mantive a base que encontrei no clube. Eu me apoiei em jogadores experientes, como Mateus, Júlio Santos, Jardel, Preto, Branquinho, Amaral, entre outros. Mas também contratamos, buscamos reforços", afirmou o treinador à Zero Hora.

O grande "segredo" do Novo Hamburgo foi apostar nas peças certas. A comissão técnica da equipe, de excelente trabalho, soube montar uma equipe sólida, que na primeira fase do estadual teve o melhor ataque, apostou também na estratégia certa. Contra os pequenos, jogou de igual para igual. Contra os grandes, jogou no contra-ataque. Desta forma, superou o time de Renato Gaúcho no último domingo (23).

"Nada se encerra depois do Campeonato Estadual, em maio. Vamos disputar a Série D do Brasileirão. Estamos otimistas. O ano promete", concluiu o treinador, que terá de lidar com o favoritismo natural do Colorado nos dois confrontos decisivos.

O Internacional

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(Foto: Internacional/Divulgação)

Com altos e baixos durante a temporada, Zago conseguiu dar sua cara ao time. Com ele, o time, que foi rebaixado para a Série B na temporada passada, se tornou forte. O embate com o Corinthians, na Copa do Brasil, o empate com o Grêmio no estadual, são exemplos disso. Nico López, Brenner, Roberson, se tornaram destaque e principalmente, o setor defensivo deixou de ser o pesadelo do torcedor.

Por outro lado, como no duelo de domingo (23), o Inter demonstrou fraquezas. O Caxias teve pênalti no segundo tempo, quando o confronto estava 1 a 0 pra o time do interior gaúcho, defendido pelo jovem goleiro Keiller, que também brilhou nas disputas de penalidades. Se jogar seu melhor, o Inter é superior ao Novo Hamburgo e tem tudo para alcançar o sonhado heptacampeonato.