O gesto de Zidane no momento mais complicado do Real Madrid explica por que seus jogadores o amam

Quando Zinedine Zidane assumiu o Real Madrid para substituir Rafa Benítez, muitos começaram a falar sobre o treinador francês a sorte do comandante com saldo ilimitado que permitiu que a equipe do merengue conseguisse vitórias sem merece-las. 
 
Após a conquista de duas Champions, uma LaLiga bem merecida contra o Barcelona e um total de sete títulos, aqueles que falaram sobre essa sorte não tiveram escolha senão permanecer em silêncio. E mais ainda quando na atual temporada, o Real Madrid sofre com a má sorte na  frente do gol: a equipe merengue joga bem e cria ocasiões de qualidade, mas seus finalizadores estão muito menos bem sucedidos do que o habitual na frente do gol. 
 
O jogo contra Getafe parecia um novo capítulo dessa síndrome particular que ameaçava os merengues a ficarem mais distantes do Barcelona na classificação. 

Zinedine Zidane Borussia Dortmund Real Madrid UCL 26092017

Crédito: Getty

No entanto, apesar da complexidade da situação, houve um gesto de Zidane contra o Getafe que representou perfeitamente o paradigma de sua gestão de vestiário: quando Jorge Molina empatou o duelo em 1-1, o treinador francês ficou calado, pensativo, quase pregado na área técnica, sem fazer nenhum barulho. E alguns segundos depois, ele começou a aplaudir a animar, dizendo para seus garotos que continuassem jogando. Para dizer-lhes que, se tivesse que dizer alguma coisa, dar um grito, ele faria isso dentro do vestiário. 
 
Seria Cristiano Ronaldo quem acabaria resolvendo a partida. Mas, mais além do gol, é essa a filosofia de Zidane que faz os jogadores do Real Madrid rendam em campo. A receita para ganhar o respeito. A fórmula para ganhar títulos. A equação ideal para que Zizou não só adicione 100 jogos à frente do banco do Real Madrid, mas também tenha o crédito e a confiança dos seus jogadores para continuar fazendo história.