'O futebol feminino não pode viver de amor e carinho', diz Aline Pellegrino

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No último final de semana, a decisão do Brasileirão feminino, com vitória do Corinthians sobre o Avaí Kindermann por 4 a 2, deu mais uma mostra de que a modalidade, enfim, está recebendo a atenção que merece. Muito disso se dá por conta de algumas decisões tomadas a partir do ano passado.

A escolha da vitoriosa técnica Pia Sundhage para comandar a Seleção Brasileira não foi à toa, mas, sim, o primeiro sinal de mudança: ela é uma das maiores no cargo na história do futebol feminino, com três medalhas olímpicas (duas de ouro com os Estados Unidos e uma de prata com a Suécia). Sua contratação, além do currículo, foi uma mensagem da CBF: finalmente as mulheres iriam comandar o futebol feminino no Brasil.

Depois dela, chegaram ainda Duda Luizelli, na coordenação das seleções, e Aline Pellegrino, na coordenação de competições, além de outras mulheres.

- Desde que eu cheguei, o presidente Rogério Caboclo colocou como pilar estratégico dele o desenvolvimento do futebol feminino. Não é uma questão de receber amor e carinho. É uma questão de desenvolvimento, governança, de ações profissionais sólidas – iniciou Pellegrino em entrevista ao site da Betway Insider. Ela integrava cargo na Federação Paulista de Futebol dentro da modalidade.

- Desse período curto, da minha chegada e da Duda, a gente já tem outras coisas que aconteceram, especificamente em competições, a chegada do VAR nessa segunda fase (do Brasileiro), a chegada da competição nos grandes estádios, um novo patrocinador chegando... – complementou.

Além da presença do árbitro de vídeo (primeiro torneio nacional feminino a utilizar a tecnologia) e das equipes femininas atuando nos estádios dos clubes, como Neo Química Arena e Allianz Parque, houve também o anúncio da equiparação salarial dos jogadores e jogadoras das seleções do Brasil. Mais recentemente, foi lançado um uniforme exclusivo para as mulheres, sem as cinco estrelas representativas dos títulos mundiais conquistados pelos homens, afinal, são histórias diferentes.

- A gente tem que olhar, hoje e para frente, para termos ações profissionais, planejamento estratégico, e buscar isso de forma sólida. O futebol feminino não pode viver de amor e carinho, não, a gente quer respeito e profissionalismo – finalizou a coordenadora.