O dia em que Martín Palermo perdeu três pênaltis em uma única partida da Copa América de 1999

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Na vida há sempre um momento que queremos esquecer, mas que nos marca para a eternidade. Martín Palermo, sim, o mesmo que fez história no Boca Juniors, tem o seu: os pênaltis perdidos na Copa América de 1999.

O atacante teve a oportunidade de estar na lista de Marcelo Bielsa - junto com colegas como Riquelme, Schelotto, Ibarra, Samuel e Cagna - defender as cores de sua seleção em grande fase: ele passava pela segunda temporada no Xeneize e já mostrava os seus predicados (56 gols em 75 jogos). Aos 25 anos, era hora de ele mostrar se a camisa da Albiceleste era, ou não, para ele.

Palermo em ação pelo Boca | DANIEL GARCIA/Getty Images
Palermo em ação pelo Boca | DANIEL GARCIA/Getty Images

Contra o Equador, na estreia, marcou duas vezes na vitória por 3 a 1, levando os torcedores à empolgação nas ruas: "Temos um 9!", falavam. Até que veio o jogo com a Colômbia (derrota por 3 a 0) e tudo foi por água abaixo com três pênaltis desperdiçados.

Naquela noite, ele começou, prematuramente, com o pé esquerdo. Após cinco minutos, teve a chance de converter com um penal e, após uma longa corrida que começou na risca da área, a trave estourou. Ele deu um passo para trás, sem nem quebrar a cabeça, porque, como qualquer artilheiro, sabia que teria outro.

E teve. Sequência de bola rolando, mais um pênalti à disposição de Palermo. Ele mirou nas nuvens e acertou. A Argentina desperdiçou a oportunidade de empatar em 1 a 1 e foi nesse momento que sua foto histórica tirando os shorts por cima de tanta raiva acabou rodando o mundo.

A foto que diz mais que qualquer palavra | PEDRO UGARTE/Getty Images
A foto que diz mais que qualquer palavra | PEDRO UGARTE/Getty Images

Bielsa me disse que eu fui egoísta. Eu disse a ele que ninguém queria bater ou ninguém me disse para não baterMartín Palermo

Como diz o ditado, um é pouco, dois é bom e três é demais. A partida já estava (mal) resolvida para a Argentina, com o 0 x 3 no placar. Outra penalidade, que Palermo acabou assumindo. E perdendo, novamente.

Ninguém veio pegar a bola para chutar o terceiro pênalti. O único que se aproximou de mim foi (Roberto) Ayala e disse: "Você vai bater?" Ele não veio e me disse que eles estavam dizendo a ele lá fora do campo para não bater.Martín Palermo

Esta foi uma das atuações mais lembradas de Martín Palermo por sua seleção, que, como um bom atacante, se redimiu no duelo seguinte do Grupo C: vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai. Mas o que ficou marcado naquele torneio foi realmente essa marca inacreditável do goleador boquense.

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"Mostre-me alguém que nunca cometeu um erro e eu mostrarei a você alguém que nunca alcançou muito sucesso", disse a escritora Joan Collins. E isso se resume bem a Palermo, responsável por 236 gritos de gol aos torcedores do Boca, maior artilheiro da história do clube. Levante-se, matador! 4 de julho de 1999 nunca deveria ter existido.

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