“O ambiente olímpico é demasiadamente hostil”, revela coach mental de atletas olímpicos brasileiros

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This picture taken on August 31, 2019 shows a general view during the Judo World Championships at the Nippon Budokan, which will be a venue for the Tokyo 2020 Olympic Games. (Photo by CHARLY TRIBALLEAU / AFP)        (Photo credit should read CHARLY TRIBALLEAU/AFP via Getty Images)
This picture taken on August 31, 2019 shows a general view during the Judo World Championships at the Nippon Budokan, which will be a venue for the Tokyo 2020 Olympic Games. (Photo by CHARLY TRIBALLEAU / AFP) (Photo credit should read CHARLY TRIBALLEAU/AFP via Getty Images)

Elison Dantas é coach mental de três atletas que estarão nos Jogos Olímpicos de Tóquio: Laís Nunes do wrestling, e Maria Suelen Altheman e Maria Portela, do judô. Além de coach, é sociólogo especialista em Estudos da América Latina pela Universidade de Oklahoma, nos EUA, e foi atleta de alto rendimento universitário de judô e wrestling.

Dantas, é um homem renascentista, consegue equilibrar e efetuar bem diversas funções, ou seja, não as usa apenas como nomenclaturas no mundo de hoje com suas disputas por “curtidas em redes sociais”, por exemplo, já teve um projeto social focado no desenvolvimento de crianças e jovens talentos em Garanhuns, Pernambuco, de onde é oriundo.

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Em entrevista exclusiva ao Yahoo Brasil, Dantas fala de sua trajetória, formações esportiva e intelectual, a experiência de trabalhar com os atletas da renomada USA wrestling, como a pandemia de covid-19 tem afetado o meio esportivo e como conduzir a mente de olímpicos para uma vida vitoriosa em ambientes de alta hostilidade, como o esporte de alto rendimento, atuando em uma profissão que segue em forte crescimento: o coaching.

Yahoo: Você é oriundo do judô e ao fazer intercâmbio em uma universidade americana migrou para o wrestling. O que pode falar destas duas bases de formação em artes marciais e o que trazem para sua vida atual?

Elison Dantas: Eu iniciei o judô com sete anos de idade em Garanhuns com o Sensei Carlos Tevano, depois na adolescência aprendi muito com Tadao Nagai e Sergio Nagai em Recife, e com vinte anos fui viver no Projeto Bastos de Judô, onde, por dois anos, aprendi muito tanto no judô como até no wrestling com o Sensei Uichiro Umakakeba, isso mesmo, wrestling no judô do Brasil!

Desde cedo eu já gostava de pegar muito nas pernas. E lá no projeto Bastos tínhamos aulas básicas de wrestling, durante as terça-feiras, o professor Sérgio Santos, deixou um programa de técnicas e exercícios de wrestling para ensinar aos judocas de Bastos, o judô Bastos chegou ter atletas de wrestling top 3 do brasil na década de 90, e lá já aprendi que wrestling e judô são muito semelhantes, chegando em Oklahoma, com toda a base que tive no judô que chamava a atenção de muitos, então quem era lutador de wrestling sempre queria treinar comigo, e eu curioso sempre queria treinar com lutadores de wrestling e de sambo (arte marcial russa, parecida com wrestling e judô).

Dei muita sorte, quando cheguei em Oklahoma encontrei grandes mitos do judô, do wrestling, do jiu-jitsu e do MMA. Tive mentores como o Dr. Ron Tripp, que foi campeão mundial de sambo e seleção americana de judô, e famoso por vencer uma luta de sambo contra Rickson Gracie, e também sabia wrestling e foi assistente técnico do campeão olímpico e lenda do UFC Mark Schultz; outro mito também que eu aprendi muito nas transições de wrestling para o judô e vice-versa foi com sensei Patrick Burris, que foi aluno do Campeão Japonês Isao Okano, e também ele lutou em dois jogos olímpicos, e foi campeão mundial de Judô, lutou wrestling na NCAA (National Collegiate Athletic Association.

Em Oklahoma todos os campeões sabem fazer transições do judô para o wrestling e vice versa, e eu aprendi muito com eles, essa busca por desenvolver mais o meu estilo de luta me fez buscar o wrestling dentro da Universidade de Oklahoma, essa universidade é uma “powerhouse” do wrestling americano, então passei quatro anos (2000 - 2004) tentando entrar no time de wrestling, até que entrei em 2004, entrei na equipe após finalizar a minha carreira competitiva de judô, e em 2001 fui vice campeão do U.S. Open de judô em Las Vegas, e também tinha sido All-American de Judô, sendo campeão na National Judo College Association – NJCA.

All American é o título que se dá a um estudante atleta que fica entre os melhores dos Estados Unidos, no wrestling os sete primeiros colocados possuem esse título, no judô os três primeiros colocados, eu venci o campeonato Americano de Judô Universitário em 2004, e depois me aposentei no judô, e no wrestling lutei algumas vezes o memorial Dave Schultz Cup e alguns Oklahoma Open, iniciei o wrestling tarde, já estava no final da minha carreira de atleta. Aprendi que há muita nobreza nessas duas artes, e a pessoa que sabe mesclar bem essas duas artes marciais evolui bem no esporte e na vida, pois são dois esportes muito brutos, quem treina essas artes, consegue fazer qualquer coisa na vida.

Na minha vida atual, hoje em dia eu sou único do Brasil que treinou tanto o wrestling como o judô de alto rendimento, cheguei treinar, lutar e conviver com medalhistas olímpicos, All-Americans, e futuro lutadores do UFC e Bellator em ambas as artes marciais, lutadores e lutadoras como: Henry Cejudo, Sara Mcmann, Orville Palmer, Byron Tucker, Rosangela Conceição, Teyon Ware, Chas Skelly, Michael Lightner, Sam Hazewinkel, Danny Felix, Henry Martinez, Brandon Shelton e muitos outros, toda essa experiência me ensinou muito.

Em Garanhuns você atuou com um projeto de wrestling para crianças carentes. Como foi esta experiência e quais aprendizados te deixou?

Depois de me formar em Estudos da América Latina na Universidade de Oklahoma, eu sou um Latino Americanista ou seja um sociólogo perito na América Latina e nos Estados Unidos, e com toda a experiência que tive no wrestling norte-americano, em 2013 eu decidi empreender socialmente, e criei a WEFA (Wrestling and Education For All), foi uma maneira de contribuir com a sociedade brasileira, foram quatro anos que aprendi muito no Brasil. A WEFA tem como missão transformar a vida de jovens através do esporte e da educação usando a filosofia do estudante atleta, nesses 4 anos distribuímos mais 100 sapatilhas de wrestling, construímos um centro de treinamento de wrestling com dormitório, cozinha, etc. Foi o único Centro de treinamento de wrestling feito por uma associação não governamental, enviamos atletas para viagens de intercâmbio no Canadá, e Estados Unidos, recebemos atletas de wrestling de todo brasil para treinamentos de campo, fizemos mais de 20 medalhas em campeonatos brasileiros, muitas bolsas atletas, e bolsas de estudos e faculdades também, já temos advogados, professores de educação física, administradores formados e inseridos no mercado de trabalho. Passei quatro anos empreendendo socialmente, e contribuindo e em 2018 passei a liderança da WEFA para atletas que estão liderando hoje em dia.

Em 2016, aproveitando todo o conhecimento técnico que tenho, neste ano, junto ao Ph.D. Sérgio Santos escrevemos o primeiro livro de técnicas de wrestling na língua portuguesa, e os atletas da WEFA nos apoiaram bastante, alguns fizeram fotos para as técnicas demonstradas, o livro se chamou Novos Caminhos para o Wrestling Brasileiro, e em 2017 lançamos o livro, é um livro aprovado por um conselho editorial de mais de vinte professores de universidades referências no mundo.

Também no mesmo ano iniciei estudos sobre inteligência emocional, desde lá venho trabalhando com a inteligência emocional, agora eu sou um Preparador Mental de Atletas (Coach Esportivo). Hoje em dia a WEFA é liderada pela Elaina Albuquerque, foi uma atleta minha, algumas vezes medalhista em campeonatos brasileiros, e primeira mulher medalhista em um campeonato mundial de beach wrestling (wrestling na praia).

A WEFA me ensinou muito, eu amadureci muito. O esporte e a educação têm o poder de transformar o mundo, o ser humano, e (teve) de me transformar também; hoje eu venho numa busca constante de me desenvolver mais como ser humano, agora eu fico de longe torcendo para a nova geração tocar esse empreendimento da WEFA e salvar mais vidas, sempre haverá jovens para serem transformados em seres humanos vitoriosos.

No momento você é coach de três atletas que vão para Tóquio: as judocas Maria Suelen Altheman e Maria Portela, e a wrestler Laís Nunes. Como é o trabalho com elas?

Atualmente eu trabalho com essas três atletas olímpicas, temos sessões de preparação mental online, essas sessões variam de acordo com o ciclo da competição, treinamentos de campo, e treinamentos nos respectivos clubes.

Durante a semana nos clubes, geralmente temos duas sessões semanais, uma sessão é de estudo de lutas, a outra sessão é para treinar a inteligência emocional, treino as emoções da atleta. Tenho uma experiência vasta no esporte, passei por todas as fases, do escolar ao alto rendimento, do alto rendimento como atleta ao de treinador de alto rendimento universitário e olímpico, e nesses anos todos, descobri a importância de estar consciente e saber gerenciar as emoções dentro e fora do centro de treinamento, a minha função é fazer o treinamento da inteligência emocional dessas atletas, eu faço com que elas sintam e pratiquem a inteligência emocional.

Desde muito jovem aprendi a viver em ambientes muito hostis, tanto no judô como no wrestling, o ambiente da NCAA era muito estressante e competitivo, já o ambiente olímpico é demasiadamente hostil, há muita competição e é cheio de picos e vales, cada competição é uma montanha para escalar. Então estar presente, com atenção plena é crucial para ter sucesso no propósito de vida.

Por que é importante atuar com a preparação mental de atletas?

Por que é importante? O quanto é mental em tudo que fazemos? Quantas decisões tomamos diariamente, e como agimos quando erramos? Quantas pessoas sabem proteger e blindar suas próprias emoções após cometer um erro? Quanto tempo você passa durante o dia buscando viver o presente, gerenciando emoções para tomar decisões?

De acordo com (Troy) Bassham, 90% é mental. O cérebro não para enquanto vivemos. Basta uma decisão errada de dormir mais tarde ficando no Instagram, ou discutir com uma pessoa durante os intervalos de treino, e isso pode arriscar toda a prática técnica e física do dia.

O comportamento emocional comanda a performance, agora imagina gerenciar emoções em ambientes hostis de alta performance? Se 90% é mental, porque não está treinando a sua mente? Eu fui um atleta altamente capacitado tecnicamente, fisicamente, intelectualmente e financeiramente durante a minha vida no ambiente da NCAA, porém não levava a preparação mental à sério, eu me sabotava bastante com pensamentos negativos que derrubavam a minha inteligência emocional, o cérebro tende a se distrair sempre, essa distração é a maior inimiga da alta performance, poucas vezes tive sucesso na minha vida internacional como atleta, poucas vezes atingi o estado FLOW (Alto Foco), e me perguntava muito: estou treinando com os melhores, estudo em uma das melhores universidades do mundo, estou num centro de treinamento milionário, tenho os melhores treinadores, o que está faltando?

Sabe quando eu descobri a resposta dessa pergunta? Após me tornar um treinador técnico, eu via meus atletas muito bem capacitados, só um pouco preparados emocionalmente e vulneráveis as distrações de ambientes hostis, e chegavam em campeonatos de todos os níveis, e em momentos decisivos, falharam, e isso me deixou meditativo, e fui buscar em livros, cursos o que estava acontecendo, e descobri mais sobre inteligência emocional, e já fazem quatro anos que venho me aprofundando, e hoje em dia esse é o meu propósito de vida.

Então, se 90% é mental, porque não treinar a mente? O quanto você treina a sua mente todos os dias? Entende como é importante a preparação mental de atletas? Primeiramente se vence emocionalmente e depois se vence tecnicamente. Vença na sua mente, e o resto é consequência.

Como está a área de coaching no Brasil?

Aqui no Brasil, ainda é uma área que está se desenvolvendo muito. Eu sou uma pessoa muito exigente com excelência na educação, por ter estudado e me formado em uma das melhores universidades do mundo, a Universidade de Oklahoma, pesquisei muito sobre o coaching em 2017, e em 2018 eu decidi estudar na FEBRACIS (Federação de Coach Integral Sistêmico), foi um curso bem desafiante tive que fazer dois TCCs (Trabalho de Conclusão de Curso), e fazer muitas horas de prática.

Então com a experiência que tenho em educação internacional, a Febracis hoje em dia é a número um em coaching no mundo. O Brasil é muito bom em coaching! A área do coaching no brasil é bem desenvolvida! Também há outras instituições, e há muita concorrência, a concorrência filtra quem é bom e quem não é.

Além da Febracis, fiz cursos online em instituições internacionais como a Universidade da Califórnia - Davis, e a faculdade de Business Wharton da Universidade de Pensilvânia.

Uma outra ferramenta importante para mim no coaching brasileiro foi o curso de Preparação Mental de Atletas do Zé André (Diretor da Febracis Rio De Janeiro), o Zé trabalha com grandes atletas do cenário internacional, e ele vem sendo o meu mentor.

O coaching esportivo vem crescendo bastante, é uma nova carreira na indústria 4.0 que estamos vivendo. Tenho feito cursos no exterior, e tenho acompanhado muito o coaching no cenário internacional, e o Brasil é uma potência no coaching, se fizermos certo, teremos muito mais ganhos no futuro.

Creio que o coaching brasileiro é tão bom que será um produto de exportação. Por falar inglês fluentemente eu já estou atendendo online internacionalmente. Esse ano cheguei a atender uma europeia campeã olímpica, atualmente com a tecnologia podemos atender em qualquer lugar do mundo, se falarmos um inglês avançado.

O que separa o coaching do trabalho de um psicólogo e um psiquiatra?

Quando fui estudante-atleta na Universidade de Oklahoma tive acompanhamento de psicólogos, foi muito importante para mim, lá fui diagnosticado com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) e tive muitas sessões, e isso me fez descobrir muito sobre o meu passado e traumas, também fui medicado. Fui tratado muito bem na patologia, mas o psicólogo não fazia o meu treinamento mental.

Enquanto os psicólogos e psiquiatras possuem estudos e experiência vastas em patologias e, no caso do psiquiatra, pode até medicar o paciente, o preparador mental não tem essa capacidade.

No processo de coaching, o preparador mental atua fazendo perguntas de auto-conhecimento, também guiando com treinamentos de mindfulness e perfil comportamental, também fazemos estudos de livros, vídeos e filmes e discutimos o conteúdo na sessão e no final de cada sessão o atleta fala o que aprendeu e quais as decisões que tomará, a cada semana o cliente possui uma tarefa de casa com exercícios de inteligência emocional, em toda sessão trabalho a demanda e a crenças da atleta.

O atleta tem metas e objetivos para bater com datas marcadas. Uso também ferramentas de visualização, e ferramentas de busca do estado atual, hoje em dia sou perito em FLOW (Alto Foco). Com esse processo, o cérebro passa por uma neuroplastia consciente.

Se o atleta não corresponder ao treinamento, podemos encerrar o processo. O coach simplesmente faz com que o atleta pratique e experiencie a inteligência emocional. O coach não pode trabalhar com atletas depressivos ou com patologias que só o psicólogo e psiquiatra podem atender.

Já aconteceu de eu atender um cliente que estava sendo tratado por um psiquiatra, e ao mesmo tempo, alinhamos os nossos trabalhos. Também tive caso de um cliente, que chegou com um provável quadro de depressão e eu não pude trabalhar com ele, recomendei ao psiquiatra.

Também muitos psicólogos e psiquiatras não possuem tempo para acompanhar os exercícios e treinamento mental de um atleta e por isso fazem parcerias com coaches, o coach treina a mente do atleta, a mente pode fazer exercícios assim como o corpo, a grande diferença entre o coach e os outros profissionais é o treinamento mental.

Como diz o maior coach do Brasil, Paulo Vieira: "os resultados somente acontecem com ação (treinamento), tem poder quem age!"

Em 2020 publiquei um livro chamado Coaching equipes de alta performance, nesse livro eu explico bem o que separa o coach desses outros profissionais. Esse livro foi aprovado por um conselho editorial de professores universitários de universidades bem relevantes.

Por ser uma área relativamente nova, ainda mais no Brasil, acredita que o coaching sofre preconceitos?

Geralmente, todas as áreas novas sofrem preconceito, já pensou o preconceito no início da psicologia e da fisioterapia no brasil em 1950? Quantos profissionais devem ter tido preconceito com esses grandes profissionais?

Como se diz: "pré-conceito", uma forma antecipada de conceito. Com o tempo esses novos profissionais demonstraram o conceito de suas novas profissões, e hoje em dia, é essencial ter um fisioterapeuta ou um psicólogo nas nossas vidas, não tenho preconceito com psicólogos e outros profissionais porque eles provaram o seu valor. O coaching vai solidificando o conceito com o tempo. Todas as novas carreiras passam por esse processo. Não será diferente com o Coaching.

Ao procurar um coach, como um atleta ou sua equipe podem se certificar que é um profissional sério e não uma pessoa de ética questionável?

Procurar um bom coach é como procurar um bom profissional em qualquer área. Primeiramente saber para que eu procuro o coach? Em que nicho é importante treinar a inteligência emocional?

Por exemplo, há coaches esportivos peritos em adolescentes, que trabalham somente com atletas no início de carreira, há outros que trabalham com atletas no ápice da carreira, e há outros que trabalham no declínio e final da carreira esportiva, e há também coaches que trabalham com transição de carreira no pós-competição.

Primeiramente é saber em que linha do tempo o atleta se encontra, depois buscar o profissional que tenha resultados positivos nesse nicho. Geralmente um profissional bom tem no mínimo umas 500 horas de prática com clientes, além disso possuir mais de 1000 horas de estudos, voluntariado e TCC finalizado em uma instituição respeitada. É claro que toda instituição séria assina certificados.

O segundo passo é buscar provas sociais, relatos de processos de coaching desse profissional. Um bom coach esportivo possui bons resultados e provas sociais. As redes sociais podem dizer muito sobre o coach. É importante ter cuidado em escolher um coach, geralmente muitas pessoas escolhem aquele profissional que somente tem números de seguidores no Instagram ou fotos e vídeos interessantes, isso é muito importante em observar, muitos profissionais até compram seguidores no Instagram ou contratam um bom marqueteiro para deixar tudo bem mais bonito, mas não tem a experiência e competência, e o cliente acaba se decepcionando, tome um tempo para escolher bem o profissional.

Uma rede social muito importante para a avaliação de um coach é o Linkedin, porque é uma rede profissional onde a pessoa pode analisar provas sociais e seguidores profissionais na carreira do Coach. E uma grande dica de como escolher é a propaganda boca a boca, uma outra pessoa recomendar o profissional desejado.

Como a pandemia e a possibilidade de cancelamento dos Jogos de Tóquio têm afetado a mente dos atletas?

Em tempos de pandemia, mudar os hábitos durante a pandemia foi desafiante porque o inimigo é invisível, e treinar e viajar com a ameaça de se contaminar pode ser mais uma distração no FLOW.

Os maiores desafios que tivemos foram se manter positivos, viver no tempo presente e seguir o processo orientado com a presença do COVID. Principalmente com viagens longas onde o fuso-horário e a cultura estrangeira influenciam muito a inteligência emocional.

Se antes da pandemia o ambiente do esporte olímpico era hostil, durante a pandemia aumentou muito mais a intensidade, atletas ficam em lockdowns em quartos de hotéis antes de competir, muitas vezes sem direito a tomar sol em uma praça ou praia ou piscina, tem alguns atletas que se comportam bem nesse novo cenário, já outros não, e aí que entramos com o treinamento mental online, tive experiências em que atletas após vencer medalhas em competições internacionais importantes, serem testados positivo com covid-19 e depois por causa de leis nacionais serem colocados em quarentena num quarto de hotel, imagina, testar positivo, ver toda a seleção brasileira voltar para casa, e ficar sozinho num quarto de hotel de um país distante esperando ser curado e liberado pelo governo local?

Tive algumas experiências, como essa, onde todos os planos estratégicos podem ser mudados a qualquer momento, basta um exame testar positivo, e temos que ficar preparados para tudo. Por causa desse ambiente volátil, nós renovamos os objetivos de 15 em 15 dias. Atualmente não dá para colocar objetivos para serem batidos com três ou quatro meses porque tudo pode mudar muito rápido.

A pandemia intensificou a hostilidade, escutei casos em que se testar positivo, o governo local pede até para não usar o agasalho da seleção nacional. Tudo isso, se não tiver uma atenção plena, pode influenciar na performance do atleta. Eu creio que os Jogos de Tóquio serão um marco na humanidade e sociedade moderna, e que ainda bem que é no Japão, esse país é muito eficiente em gerenciar crises.

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