O adeus de dois ícones da NBA: Dwyane Wade e Dirk Nowitzki

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(Foto: Getty Images)
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Por Leandro Sarhan

Em 2018-19, a temporada foi bastante atípica. Mudança radical no estilo de jogo geral da NBA fez com que muitos recordes fossem quebrados e proporcionou estatísticas impressionantes. No entanto, a turnê de despedida de Dwyane Wade que nem sempre esteve em destaque foi algo memorável e o capítulo perfeito para fechar a carreira de um dos maiores ala-armadores da história da liga, assim como a de Dirk Nowitzki, que só oficializou a aposentadoria após a última partida, mas também já havia deixado evidente que não passaria deste ano.

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Muito mais do que qualquer coisa que possam ter feito nesta temporada, Wade e Nowitzki são dois ícones do esporte que merecem ser reconhecidos sempre, tanto pelos feitos dentro quanto fora das quadras. Dois atletas exemplares, vencedores, e que conseguiram influenciar imensamente algumas gerações fãs de basquete.

Wade saiu de um dos Drafts mais fortes da história da liga (se não o mais forte), mas mesmo competindo com nomes como LeBron James, Chris Bosh e Carmelo Anthony, o ala-armador do Miami Heat foi quem mais rapidamente conseguiu influenciar sua equipe nos rumos das vitórias e de um título, conquistado em 2006 ao lado de Shaquille O’Neal (contra o Dallas Mavericks de Nowitzki).

Mesmo não tendo sido MVP de nenhuma temporada regular, o astro foi quem deixou claro ao lado de LeBron para os torcedores que uma nova geração de qualidade estava pronta para assumir as rédeas da NBA após os períodos de domínio dos Bulls de Jordan e dos Lakers de Kobe Bryant e Shaq.

Depois, se juntou aos amigos selecionados no mesmo recrutamento para formar o “Big Three” no Heat. Com um dos maiores times já formados na NBA, Miami foi a quatro Finais seguidas, conquistou dois títulos e foi equipe chave para difundir alguns conceitos que permeiam a liga atualmente, como os jogadores “sem posição”. Já com mais idade, Wade ainda se aventurou no Chicago Bulls, time de sua cidade natal, e também no Cleveland Cavaliers novamente com o amigo James.

(Foto: Getty Images):
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Apesar de não ter alcançado sucesso por fisicamente não ser mais o mesmo, Wade ainda voltou para Miami e a temporada de despedida foi perfeita. Boas atuações, trocas de camisas, vitórias inesquecíveis, e homenagens quase que diárias ao ídolo maior da franquia. Já Dirk teve uma trajetória diferente.

O alemão foi adquirido pelo Dallas Mavericks do Milwaukee Bucks no dia de seu Draft, e a partir daí não trocou mais de time. Foram 21 anos na mesma franquia, passando pelos bons e maus momentos. Considerado o maior jogador europeu da história da NBA, o ala-pivô patenteou uma jogada que ninguém foi capaz de repetir com perfeição.

Seu arremesso caindo para trás, do alto de seus 2,13m, é dos movimentos mais inesquecíveis e difíceis de marcar que já se viu. E foi através de sua qualidade de arremessos que os Mavs conseguiram brigar por títulos durante a “era Dirk”.

Foram além de um MVP, duas finais para o alemão, que depois de perder para Wade e o Heat em 2006, conquistou seu único título da carteira em 2011, em outra decisão contra Miami, que dessa vez já contava com LeBron e Bosh no elenco. Mesmo tendo caído de produção nas últimas temporadas, Dirk termina a carreira com média acima dos 20 pontos por jogo, e como sexto maior cestinha de todos os tempos (atrás apenas de Kareem Abdul- Jabbar, Karl Malone, Kobe Bryant, LeBron James e Michael Jordan).

No entanto, ainda mais impressionante quanto tudo o que Wade e Dirk fizeram dentro de quadra, é o quanto ambos foram importantes para chamar a atenção para problemas fora dela. Ambos sempre tiveram voz ativa contra injustiças e a favor de causas sociais. Wade foi o primeiro a vestir um capuz preto para protestar a violência policial contra negros nos Estados Unidos, enquanto Nowitzki sempre se mostrou “um cara normal”, mesmo claramente sendo mais do que isso. Que as próximas gerações não esqueçam destes ícones do esporte e de tudo o que sempre agregaram ao seu meio.

 

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