Novo técnico da seleção da China realiza "o sonho" de sua vida

AFP
Li Tie tem a missão de classificar a seleção da China para a Copa do Mundo de 2022, no Catar
Li Tie tem a missão de classificar a seleção da China para a Copa do Mundo de 2022, no Catar

O ex-meio-campo do Everton, Li Tie, admitiu neste domingo que realiza "o sonho" de sua vida ao ser apresentado como o novo técnico da China, substituindo o italiano Marcello Lippi.

O treinador de 42 anos, uma das figuras mais populares do futebol chinês, também revelou que seu contrato é de cinco meses.

Li Tie foi anunciado na última quinta-feira com o objetivo de corrigir o rumo da seleção chinesa nas eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo de 2022 e classificar a equipe para o Catar.

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"Em 35 anos, deixei de ser uma criança que não sabia jogar futebol para ser técnico da seleção", disse Li Tie na coletiva de imprensa organizada em Pequim.

"Estou muito feliz. Posso dizer com orgulho aos meus filhos: 'Papai alcançou um dos sonhos de sua vida.'"

Lippi, campeão mundial com a seleção da Itália em 2006, anunciou que deixaria o cargo de técnico da China após a derrota de seu time para a Síria (2-1), em meados de novembro, nas eliminatórias da zona asiática para a Copa.

A Síria lidera o grupo A com 12 pontos, cinco à frente da China, que está empatada em pontos com as Filipinas.

E apenas o campeão de cada chave está garantido na próxima fase.

"Meu contrato vai até 9 de junho de 2020", disse Li Tie. "Se nos classificarmos para a próxima fase, ele será renovado automaticamente".

Seu próximo jogo nas eliminatórias para a Copa do Mundo será contra a seleção das Maldivas, em março.

A China, número 76 do ranking da Fifa, só disputou a Copa do Mundo em 2002, fazendo uma campanha pífia, com três derrotas e sem marcar um único gol. Li Tie participou desse Mundial.

O agora treinador comandava há pouco o Wuhan Zall, equipe que terminou o último Campeonato Chinês na 6ª colocação.

Li Tie, que já foi técnico da China na Copa da Ásia Oriental disputada na Coreia do Sul em dezembro, disse que continuará a ter jogadores nacionalizados, mas avisou: "Eles terão que lutar para ter um lugar na equipe".

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