Novo jogo, velho problema: Botafogo volta a apresentar dificuldade na conclusão de jogadas criadas

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Filme repetido para o torcedor botafoguense. Isso porque na noite do último domingo, o Botafogo empatou com o Nova Iguaçu em 0 a 0, no estádio Nilton Santos, em partida válida pelo jogo de ida da fase semifinal da Taça Rio. O confronto foi marcado pela pouca criatividade das duas equipes, sobretudo na etapa final. No entanto, no primeiro tempo, o Alvinegro criou, sim, chances reais de gol, mas não conseguiu balançar as redes.

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O problema não é de hoje e o torcedor sabe bem disso. Contra a Portuguesa e Volta Redonda, a mesma dificuldade na conclusão de jogadas criadas, por exemplo, foi evidente. O Botafogo teve inúmeras chances de matar tais jogos, mas só ficou no "quase". Como castigo, a equipe sofreu o empate e desperdiçou a oportunidade de sair com os três pontos.

A partida do ultimo domingo não valia três pontos, mas sim, algo mais importante: uma vaga na final da Taça Rio. Aqui, apenas o campeão sairá com a premiação - e não é segredo para ninguém que toda receita é bem vinda em General Severiano.

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O empate, inclusive, foi bom para o Nova Iguaçu. Isso acontece porque a equipe terminou a Taça Guanabara uma posição à frente do Botafogo. Dessa maneira, a Laranja Mecânica da Baixada se classifica para a final com qualquer empate. Se o Alvinegro tivesse vencido, o empate o levaria à fase final.

Em entrevista coletiva, o técnico Marcelo Chamusca falou sobre essa situação.
Ele lembrou que a equipe ainda está em formação e destacou que, quando a bola não entra, o time fica ansioso e "atropela" as ações.

- O que aconteceu nesse jogo foi muito parecido com dois jogos que aconteceram na primeira fase. O time, por não fazer o gol, acaba ficando ansioso e a gente começa a atropelar um pouquinho as ações.

- É uma equipe em formação e com jogadores jovens. A partir do momento que a gente não consegue abrir, não consegue fazer o gol, os jogadores vão ficando ansiosos e vão atropelando em algumas ações do jogo. Na minha leitura, o que aconteceu no jogo foi isso.

É claro que este não é o único problema da equipe, mas certamente é um dos principais. Caso as finalizações tivessem sido concluídas com qualidade, a história do jogo seria outra em apenas poucos minutos. Com mais uma semana cheia pela frente, Marcelo Chamusca precisa corrigir essa questão, porque, dessa vez, para o Botafogo chegar até a final da Taça Rio e garantir uma premiação é vencer ou vencer.