Novo astro do jiu-jitsu, Kaynan Duarte mira um 2020 ainda melhor após vencer "tudo" em 2019

O ano de 2019 pode ter marcado o “nascimento” de um fenômeno brasileiro no jiu-jitsu. Em seu primeiro ano competindo contra os melhores do mundo e na sua estreia como faixa-preta, Kaynan Duarte venceu praticamente todas as competições que disputou e já se colocou como a nova estrela do país na modalidade. Mas engana-se quem pensa que o lutador vai “relaxar” após uma temporada espetacular. Para 2020, a promessa é mais fome de títulos.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, Kaynan comemorou os feitos em seu primeiro ano na elite da arte suave, com as conquistas do ADCC, Mundial da IBJJF, Abu Dhabi World Pro, como os principais. Se em 2019, o lutador ainda era desconhecido pela maioria dos rivais, esse ano já será mais estudado. Mas nada que tire seu sono, pelo contrário. Para o brasileiro, ele agora vai aproveitar o “respeito” dos seus oponentes.

“Foi meu primeiro ano (na faixa-preta) e acredito que esteja muito melhor do que antes, minha cabeça é outra, com muito mais maturidade, tenho uma outra visão do jiu-jitsu. O resultado vale muito, mas ninguém quer ver um cara ganhando tudo, mas com uma atuação horrível. Por isso eu foco muito na minha performance. Acho que em 2020 vai ser melhor para mim, porque a galera vai entrar com medo, respeitando e eu vou continuar do meu jeito, indo para cima sem respeitar ninguém (risos)”, disse o brasileiro natural da cidade de Pederneiras, interior de São Paulo.

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Apesar de ainda ser novo, Kaynan não pretende competir tantas vezes em 2020. Para esse ano, o atleta visa explorar a grande visibilidade que alcançou para realizar algumas superlutas, principalmente pela questão financeira. Em duelos contra grandes rivais, as bolsas para os competidores costumam ser maiores do que em campeonatos.

“Minha ideia é priorizar alguns campeonatos, não vou competir tudo porque o corpo precisa de um tempo e, como falei antes, vou priorizar minha performance. Não quero chegar 70% nos campeonatos, e sim 100%, 110%. Acho que vou fazer algumas superlutas contra grandes nomes, mas ainda não posso revelar (risos)”, afirmou, emendando.

“Claro que a questão financeira pesa muito e não desgasta tanto quanto um campeonato. Numa competição você precisa fazer algumas lutas para ver quem é o melhor. Numa superluta é mais direto e são duas pessoas que o público está curioso para ver. Não tem o risco de uma competição, que um pode cair antes e não ter a luta esperada”.

É um fato histórico que lutadores do jiu-jitsu, em determinados momentos da carreira, migrem para o MMA. Em 2019 marcou a estreia de Rodolfo Vieira no Ultimate, já com vitória, e outro grande nome da arte suave, Marcus ‘Buchecha’, também já admitiu que seguirá esse caminho. Mas Kaynan ainda não tem esse pensamento e pretende, primeiro, fazer história de quimono para depois se aventurar com luvas.

“É algo que ainda não penso e só vou olhar para essa possibilidade quando eu ver que perdi os desafios no jiu-jitsu. Quando faltar algo novo, diferente, talvez sim (pense em ir para o MMA. Mas é algo que nem estou pensando no momento. É uma coisa que vou deixar mais para frente”, completou o faixa-preta.

Além dos títulos do Mundial, ADCC e Abu Dhabi World Pro, Kaynan Duarte também faturou o GP do Kasai Pro 5 Grand Prix, superlutas no Fight 2 Win e Spyder BJJ em 2019.

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