Novembro tem (muito) surfe no Havaí

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O dia que o Brasil dominou todos os mares havaianos com título mundial e da Tríplice Coroa (Kelly Cestari/WSL)
O dia que o Brasil dominou todos os mares havaianos com título mundial e da Tríplice Coroa (Kelly Cestari/WSL)

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

Com a decisão do título mundial marcada somente para dezembro, você deve imaginar que os surfistas de elite receberam um mês de férias. Errado. Este mês de novembro o surfe é intenso, como em nenhum outro momento da temporada.

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É a Triple Crown (Tríplice Coroa havaiana), que começa em 12 de novembro e só termina no pódio do campeão mundial, com previsão para 20 de dezembro.

Conhecida no Brasil por ser um série de três títulos de futebol em uma temporada, o surfe reduz esse espaço a pouco mais de um mês. O trio “parada dura” é disputado lugar com as melhores e mais fortes ondas do mundo (Havaí) e se divide assim:

  • Hawaiian Pro, na praia de Haleiwa (de 12 a  24 de novembro)

  • Copa do Mundo de Surfe, praia de Sunset (de 25/nov a 6/dez)

Três campeonatos decisivos, migrando de praia em praia: bem vindos ao “7 Miles Miracle” (Reprodução/VANS)
Três campeonatos decisivos, migrando de praia em praia: bem vindos ao “7 Miles Miracle” (Reprodução/VANS)

Sete milhas milagrosas

O palco da disputa é o Havaí, mas um espaço restrito de areia na costa norte de Oahu (principal ilha do arquipélago). Com a extensão de 11 km, as “Sete Milhas Milagrosas” definem os campeões mais respeitados da ‘Meca do Surfe”

Por lá, o domínio é havaiano. Seja com o recordista (6 títulos) Sunny Garcia ou o mais precoce entre todos, John John Florence. O bicampeão mundial começou a competir o torneio com apenas 13 anos e foi o mais jovem a vencer a Tríplice Coroa, aos 19.

O menino que teve Pipeline como quintal se torna campeão aos 19 anos (Reprodução/VANS
O menino que teve Pipeline como quintal se torna campeão aos 19 anos (Reprodução/VANS

Para o Brasil, o ano a se recordar é 2015. O pódio teve festa para o campeão mundial, Adriano de Souza, e também para o vencedor da Triple Crown. Pela primeira vez, um surfista que não tinha origem anglo-saxã ganhou o título máximo dos mares havaianos.

Brasileiros no topo

Para Gabriel Medina e Filipe Toledo, a conquista da Tríplice Coroa não é o objetivo no Havaí, mas a última vitória de Filipinho nos mares havaianos é recente. No ano passado, o ubatubense conquistou a primeira das três etapas.

Dependendo apenas de si mesmo para garantir o bicampeonato mundial, Medina ainda não confirmou presença. Caso dispute, a vitória que mais interessa é a que encerra o torneio. Ficar em primeiro no Billabong Pipemasters é garantir o tão sonhando título mundial.

Será que o Brasil fará barba, cabelo e bigode no Havaí?

Como Medina garante o título?

  • 1º ou 2º (final): Vence o título mundial

  • 3º (semifinal): Julian Wilson e Filipe Toledo precisam do 1º lugar

  • De 5º a 25º (entre Round 2 e quartas): Julian Wilson e Filipe Toledo precisam ir à final do Pipemasters

Para não perder nenhum dia de surfe, a World Surf League transmitirá a você todos os eventos (ao vivo) em sua página no Facebook. A primeira chamada para o evento acontece todos os dias, a partir do dia 12, às 15h, no horário de Brasília.

As expectativas estarão no mar e o Yahoo Esportes fará a cobertura diretamente das areias de Banzai Pipeline. Todas as notícias você encontrará por aqui.

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