Novas regras para ranking de atletas na Superliga feminina são definidas

Nesta quarta-feira, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou mudanças no ranking que define a montagem dos elencos das equipes da Superliga feminina. A partir de agora, os times poderão contar com duas estrangeiras e duas atletas de sete pontos no elenco, não mais valendo o limite por pontos.

A decisão foi tomada após reunião com oito dos dez times que disputarão a próxima temporada da Superliga. São eles: Vôlei Nestlé (SP), Dentil/Praia Clube (MG), Fluminense (RJ), Rexona-Sesc (RJ), Camponesa/Minas (MG), Genter Vôlei Bauru (SP), Pinheiros (SP) e São Cristóvão Saúde/São Caetano (SP), em conjunto com o vice-presidente da Comissão de Atletas, Gilmar Teixeira.

Dessa maneira, o ranking será aplicado apenas a atletas que possuem a pontuação máxima, os sete pontos. Assim, somente Thaísa, Sheilla, Dani Lins, Fernanda Garay, Natália, Fabiana, Gabi, Tandara e Jaqueline encontram-se nesse patamar.

Além disso, cada equipe será limitada a duas estrangeiras por time, mas as outras jogadoras, que eram ranqueadas de zero a seis, estão liberadas, não existindo o limite por pontos. A mudança, contudo, não será definitiva, e valerá por um ano. Caso a alteração tenha a aprovação dos times, poderá continuar nos torneios seguintes.

O ranking foi criado na temporada 92/93 para criar mais equilíbrio entre as equipes, mas sua utilização causa discussão. O técnico da Seleção Brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, expressou recentemente sua desaprovação em relação ao sistema de ranqueamento das atletas.