Nova tendência para transmissões esportivas aquece o mercado de streaming na América Latina

Amir Somoggi
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O mercado de transmissão de futebol mudou rapidamente com os avanços tecnológicos.

Hoje, a transmissão esportiva saiu do modelo linear de transmissão televisiva, para o formato digital, com interações e novas possibilidades.

De acordo com o estúdio da Limelight Networks, houve um crescimento meteórico na América Latina das assinaturas de serviços de streaming na comparação com TV paga. As pessoas literalmente trocaram de plataforma, cancelaram a assinatura do serviço de TV por assinatura, e agora têm serviços de streaming ou OTT (Over the Top).

Na América Latina, em 2018, a transmissão de esportes ao vivo em streaming era realidade de 33 milhões de domicílios, contra 62 milhões de TV Paga. Neste momento, os OTTs estão presentes em 62 milhões de domicílios, contra 57 milhões da TV paga.

Em 2023, serão 111 milhões de clientes em streaming contra 56 milhões da tevê. Preços mais baixos e conteúdo de qualidade criaram uma nova geração de consumo, mesmo no esporte.

Um novo estudo acabou de ser publicado pelo YouGov, com uma pesquisa com o consumo de esportes ao vivo no mundo, algo muito importante para este momento que vivemos.

A metodologia analisou consumidores em 38 mercados ao redor do mundo em janeiro de 2021. O esporte com maior audiência de streaming é o boxe, seguido do basquete.

China com 54% de audiência de transmissão ao vivo, Indonésia 50% e Taiwan 49% mais representantes. Entre os mercados latino-americanos a liderança é do Peru e da Argentina com 42 e o Chile tem 40%.

É impressionante que os mercados de menor renda da América Latina sejam muito mais avançados do que os mercados europeus, como França, Alemanha e Inglaterra.

A televisão continua sendo o grande gerador de audiências ao vivo, embora a tendência seja a expansão significativa de mais consumidores assistindo ao streaming esportivo nos próximos anos. Entre os mais jovens, a TV não faz mais parte de seu cotidiano.

Clubes, ligas, patrocinadores, detentores de direitos, todos tentarão se comunicar com um público cada vez mais fragmentado e sem interesse por conteúdos de baixa relevância.