A noite 'dourada' de Neymar na Rio-2016

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Não há melhor lugar no planeta para gritar "Brasil campeão!" do que o Maracanã. Foi assim que Neymar fez na final masculina do futebol olímpico da Rio-2016, dois anos após a vergonhosa eliminação da Seleção na Copa do Mundo que sediou.

A medalha de ouro olímpica, único título que faltava ao Brasil, finalmente foi para a galeria dos pentacampeões mundiais e com o astro do Paris Saint-Germain como protagonista de uma dramática disputa de pênaltis em que a seleção canarinho venceu a Alemanha por 5-4 (1-1 nos 120 minutos).

Naquela época jogando pelo Barcelona, Neymar ficou encarregado da última cobrança. A contagem estava 4-4 e havia sido encerrada para a 'Mannschaft' com o erro no quinto chute.

A longa caminhada do camisa 10 do meio do campo até a marca do pênalti foi acompanhada por um silêncio ensurdecedor das 67.000 almas presentes no Maracanã. Talvez o mesmo silêncio que por alguns minutos tomou conta dos 210 milhões de espectadores brasileiros em suas casas.

Neymar beija a bola, a ajeita na marca e dá nove passos para trás para ganhar impulso. Soa o apito e o Brasil todo vai junto com o ídolo para chutar a bola.

"Goool! ... ouro olímpico! ... Brasil campeão!". O céu da 'Cidade Maravilhosa' foi tingido de ouro na noite de 20 de agosto de 2016. E Neymar, consagrado à mesa dos deuses do Olimpo, teve o prazer de vingar sua seleção, que havia sido humilhada pela Alemanha em casa com o doloroso 7 a 1 nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, no Mineirão, em Belo Horizonte.

- Uma 'mini' Copa do Mundo -

Quando a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional (COI) concordaram em mudar a cara do torneio masculino de futebol dos Jogos para torná-lo mais atraente, a América Latina começou a olhar com maior interesse a possibilidade de lutar pelas medalhas em disputa.

Foi assim que em Los Angeles-1984 as confederações menos desenvolvidas da época puderam participar com seleções compostas por jogadores profissionais, enquanto a restrição era aplicava à Uefa e à Conmebol, que tinham que recorrer a jogadores juvenis.

Para Barcelona-1992 a regra mudou e foi decidido que o torneio seria disputado por jogadores com no máximo 23 anos, exceto por três acima dessa idade em todo o elenco. A imagem do torneio mudou imediatamente e ganhou uma força importante dentro do calendário olímpico.

A Argentina em Atlanta-1996 ficou com a medalha de prata depois de perder na final por 3-2 para a Nigéria. Diego Simeone, José Chamot e Roberto Sensini foram os 'adultos' da 'Albiceleste' Sub-23, que, entre outros, teve Hernán Crespo, artilheiro do torneio com 6 gols; Roberto Ayala, Ariel Ortega e Marcelo Gallardo.

O Brasil, medalhista de bronze, teve o luxo de contar com Ronaldo 'Fenômeno', Roberto Carlos, Bebeto - também artilheiro com 6 gols -, Rivaldo e o goleiro Dida.

O Chile não ficou muito atrás e conquistou o bronze em Sydney-2000 com Iván Zamorano como o 'pai' da 'Rojita' sub-23.

- Ouro latino-americano -

A América Latina vivia de passado com as medalhas de ouro do Uruguai em Paris-1924 e Amsterdã-1928 até que a Argentina conquistou a medalha de ouro em Atenas-2004 com Marcelo Bielsa como técnico e Carlos Tevez, Javier Mascherano, Javier Saviola e Andrés D'Alessandro como atletas sub-23 do elenco.

Roberto Ayala, Gabriel Heinze e Cristian 'Kily' González eram os três mais velhos da Albiceleste com ampla experiência internacional.

A boa colheita continuou para a Argentina em Pequim-2008. Uma nova medalha de ouro chegou para uma seleção que contava com um certo Lionel Messi, acompanhado de seus amigos Sergio Agüero, Ángel Di María e Ezequiel Lavezzi. Mascherano, Juan Román Riquelme e Nicolás Burdisso eram a cota de experiência daquela equipe.

Em Londres-2012 a música ouvido foi o mariachi. O México conquistou o ouro ao vencer por 2 a 1 o favorito Brasil, que tinha um Neymar muito jovem em seu elenco, e com os mais velhos Thiago Silva, Marcelo e Hulk.

Já na equipe 'Tri' os mais experientes eram o goleiro Jesús Corona, o zagueiro Carlos Salcido e o atacante Oribe Peralta. Giovani dos Santos foi o destaque da seleção 'azteca'.

E finalmente o Brasil pôde vibrar com a conquista inédita em casa, na Rio-2016, em uma noite dourada de Neymar no Maracanã.

cl/ol/aam

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